quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Igreja vive período da Sé Vacante



A partir das 16h (horário de Brasília), a Sede de São Pedro está vaga com a renúncia do Papa Bento XVI.

Oremos pelo Colégio dos Cardiais, para que o Espírito Santo ilumine a escolha do novo Pontífice que se fará através de Conclave,com data a ser marcada nos próximos dias.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cardeal faz apelo para coleta em prol de cristãos na Terra Santa

O prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, escreveu uma carta, publicada no boletim da Santa Sé nesta terça-feira, 26, convidando os Pastores da Igreja Universal para a coleta de apoio aos cristãos na Terra Santa. 

Na carta, Cardeal Sandri explica que a compaixão evangélica ajuda a compreender a necessidade de direcionar a Coleta da Sexta-Feira Santa aos irmãos nos “Lugares da Redenção”. 

“Os cristãos que vivem em Israel e Palestina, Chipre, Líbano, Jordânia, Síria, Egito, formando no sentido mais amplo a Terra de Jesus, devem encontrar em nós o mesmo olhar de fé”, escreve o Cardeal. Veja abaixo a íntegra da carta:

Excelência Reverendíssima:

A compaixão evangélica ajuda a compreender a necessidade da Coleta da Sexta-Feira Santa em favor dos irmãos e das irmãs que nos Lugares da Redenção, com os seus pastores, vivem o mistério de Cristo, o Crucifixo que ressuscitou para a salvação da humanidade. É um dever antigo e sempre gratificante pela sua singular conotação eclesial. Ao se aproximar a Páscoa, esse dever se torna ainda mais atual e se faz expressão da fé que a Igreja, ora guiada por Bento XVI, revive no 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II. Aquele encontro a abriu ao mundo, radicando-a ainda mais na tradição que parte das origens cristãs. Delas a Terra Santa é testemunha silenciosa e guardiã vivente, graças às comunidades latinas da Diocese Patriarcal de Jerusalém e da Custódia Franciscana, bem como às comunidades Melquita, Maronita, Siríaca, Armênia, Caldéia e Copta, que lá atuam. Mas é, ao mesmo tempo, testemunha de como povos inteiros, sedentos de dignidade e de justiça, tenham dado asas ao sonho de uma primavera da qual gostaríamos de ver frutos imediatos, como se a transformação almejada fosse possível sem uma renovação dos corações e a responsabilidade para com os pobres compartilhada por nós todos.

Entre os primeiros frutos da sensibilidade conciliar aparece a Encíclica Pacem in terris do Bem-Aventurado João XXIII, a qual suscita neste Ano da Fé uma pressurosa invocação de paz, especialmente para a Síria, cujos destinos se volvem ameaçadores sobre o Oriente Próximo.

A situação médio-oriental parece exigir o que propõe a Encíclica Populorum progressio do Servo de Deus Paulo VI. Perante a denúncia das "carências daqueles que são privados do mínimo vital, e as carências morais daqueles que são mutilados pelo egoísmo…" (n. 21), ele sugeria não apenas "consideração crescente da dignidade dos outros, a orientação para o espírito de pobreza, a cooperação no bem comum, a vontade da paz", como também "o reconhecimento, pelo homem, dos valores supremos, e de Deus que é a origem e o termo deles" (ibid.). O Papa não hesitava indicar para isso "sobretudo a fé, dom de Deus acolhido pela boa vontade do homem, e a unidade na caridade de Cristo". Com o olhar da fé ele realizou na Terra de Jesus a primeira das suas grandes viagens apostólicas em 1964. O Bem-Aventurado João Paulo II percorreu no Ano 2000 as suas pegadas, definindo a sua peregrinação "um momento de fraternidade e de paz que me apraz registrar como um dos mais belos dons do evento jubilar" e expressando "sentidos votos de uma solução solícita e justa para os problemas ainda inconclusos naqueles lugares santos, amados simultaneamente por judeus, cristãos e muçulmanos" (Novo Millennio Ineunte 13).

O Papa Bento nos oferece exemplos admiráveis do mesmo olhar compassivo. Prova encorajadora disso a Visita pastoral de setembro passado no Líbano para a publicação da Exortação Apostólica Ecclesia in Medio Oriente; a reiterada recordação no Angelus, nas Audiências, nos Discursos com Personalidades e Instituições; a intenção de oração indicada para toda a Igreja em janeiro de 2013 "para que as comunidades cristãs do Oriente Médio, frequentemente discriminadas, recebam do Espírito Santo a força da fidelidade e da perseverança"; o convite a dois jovens libaneses maronitas a escrever a Via Sacra da próxima Sexta-Feira Santa.

Os cristãos que vivem em Israel e Palestina, Chipre, Líbano, Jordânia, Síria, Egito, formando no sentido mais amplo a Terra de Jesus, devem encontrar em nós o mesmo olhar de fé.

Com grata maravilha reconhecemos quanto a generosa solicitude dos católicos tem realizado até agora. Isto consente manter os Lugares Santos, e as comunidades que lá se encontram. Juntamente com os institutos religiosos masculinos e femininos, elas oferecem os primeiros socorros nas catastróficas conseqüências causadas pela guerra e em quaisquer outras emergências. São elas, com uma qualificada rede pastoral, escolar e sanitária, a se distinguirem na assistência às famílias, de modo particular para salvar a vida rejeitada, atendendo aos anciães, enfermos, aos deficientes, a quem se encontra sem trabalho, aos jovens em busca de futuro, sempre atuando em defesa dos direitos humanos, inclusive a liberdade religiosa. Se a isto se acrescenta o louvável esforço ecumênico e inter-religioso, come o empenho em conter o incessante êxodo dos fiéis da pátria mãe oriental e a proximidade em relação aos prófugos e refugiados, se compõe o "específico cristão" que faz daquela região, para além de todo o seu sofrimento, um Lugar onde Deus é incessantemente glorificado para que abençoe a humanidade.

A Congregação para as Igrejas Orientais dirige, pois, o seu convicto apelo a confirmar a caridade eclesial a favor da Terra Santa. Juntamente com o Santo Padre, agradece pastores e fieis pelo abraço orante e solidário que junto da Cruz do Senhor, hão de reservar-lhe, partilhando a gratidão do Supremo Pastor à Igreja que naquela área dá prova de tão sofrido testemunho e cuja fidelidade recorda a todos a consoladora promessa do Ressuscitado: "Eu vos disse estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena" (Jo 15,11).
Com meus mais fraternos votos pascais

Leonardo Card. Sandri
Prefeito
a Cyril Vasil’, S.I. 
Arcebispo Secretario

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Jovens da Região Pastoral de Pirpirituba participam da abertura da Campanha da Fraternidade 2013 em Sertãozinho

A Região Pastoral de Pirpirituba, composta por oito cidades da Diocese de Guarabira (Pirpirituba, Belém, Caiçara, Logradouro, Serra da Raiz, Duas Estradas, Sertãozinho e Lagoa de Dentro). Realizou ontem sábado (23), a abertura da Campanha da Fraternidade 2013, com o tema "Fraternidade e Juventude", e o lema "Eis aqui, envia-me". 

A caminhada saiu de frente da empresa Guaraves, rumo ao ginásio de esportes "O GERALDÃO" Na concentração já era possível sentir um clima diferente, contagiante de pura alegria. Animados pelo Padre Demétrio Morais e pelo vigário geral da diocese Mons. José André, muitos jovens de diversas pastorais, movimentos e comunidades marcaram presença.

Na oportunidade o Mons. José André pregador na homilia da Santa Missa, com um grande sorriso anunciava aos jovens que era a hora de começar a caminhar de verdade na Igreja e de renovar as forças neste novo tempo. Ainda no evento houve adoração ao Santíssimo Sacramento, sorteio de bíblias para os jovens, testemunho e o show com a banda Missão Resgate, que trouxe aos ali presente músicas de Deus em diversos ritmos e toques.

Encerrando toda programação do evento o paróco da cidade acolhedora do evento agradeceu a presença de todos, dos sacerdotes e de toda comunidade católica que fez o evento acontecer.

Fotos em nossa página: Facebook PASCOM DE LAGOA DE DENTRO

Henrique Florêncio
 Pastoral da Comunicação

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Região Pastoral de Pirpirituba realiza abertura da CF 2013 neste sábado(23)

A Região Pastoral de Pirpirituba compreendida pelas paróquias de Pirpirituba, Belém, Caiçara/Logradouro, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz/Duas Estradas e Sertãozinho realizará no próximo sábado (23), a solenidade de abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2013, rumo a JMJ, cujo tema: “Fraternidade e Juventude” e o lema: "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8).
 
O Evento acontecerá na cidade de Sertãozinho, com concentração a partir das 17h, de fronte a Guaraves, tendo continuidade, no Ginásio Poliesportivo o Geraldão, com a seguinte programação: Celebração da Santa Missa, testemunhos, momento de adoração e show com a Banda Missão Resgate.

Fonte: Diocese de Guarabira


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Igreja celebra festa da Cátedra de São Pedro, que ficará vazia no dia 28 de fevereiro



A "cátedra" literalmente quer dizer a sede fixa do bispo, localizada na Igreja mãe de uma diocese que, por este motivo, é chamada "catedral".

Nesta sexta-feira, 22 de fevereiro, a Igreja celebra a festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde os finais do século IV, que dá graças a Deus pela missão confiada ao apóstolo Pedro e a seus sucessores.

Na basílica de São Pedro, em Roma, encontra-se o monumento à "cátedra" do apóstolo, obra do escultor italiano Gian Lorenzo Bernini, executada em forma de grande trono de bronze, sustentada pelas estátuas de quatro doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio.

Entenda a celebração da Cátedra de São Pedro

Mas por que é celebrada a "cátedra" de Pedro? A ela a tradição da Igreja atribui um forte significado espiritual e reconhece um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda sua Igreja e guiá-la pelo caminho da salvação.

A "cátedra" literalmente quer dizer a sede fixa do bispo, localizada na Igreja mãe de uma diocese que, por este motivo, é chamada "catedral". Ela simboliza a autoridade do bispo e, em particular, de seu "magistério", ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos apóstolos, está chamado a transmitir à comunidade cristã.

Qual foi, então, a "cátedra" de São Pedro? Ele, escolhido por Cristo como "rocha" sobre a qual a Igreja seria edificada (cf. Mt 6, 18), começou seu ministério em Jerusalém, depois da ascensão do Senhor e de Pentecostes. A primeira "sede" da Igreja foi o Cenáculo, em Jerusalém. É provável que naquela sala, onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou junto aos discípulos, se reservasse um posto especial a Simão Pedro.

Em seguida, a sede de Pedro foi Antioquia, cidade situada no rio Oronte, na Síria, hoje Turquia. Naqueles tempos era a terceira cidade do Império Romano depois de Roma e de Alexandria do Egito. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde "pela primeira vez os discípulos receberam o nome de 'cristãos'" (Atos 11, 26), Pedro foi o primeiro bispo da Igreja.

Depois, a Providência levou Pedro a Roma. Portanto, encontramo-nos com o caminho que vai de Jerusalém (Igreja nascente) a Antioquia (primeiro centro da Igreja, que agrupava pagãos) e também unida à Igreja proveniente dos judeus. Depois, Pedro dirigiu-se a Roma, centro do Império, onde concluiu com o martírio sua carreira ao serviço do Evangelho.

Por esse motivo, a sede de Roma, que havia recebido a maior honra, recebeu também a tarefa confiada por Cristo a Pedro: estar a serviço de todas as Igrejas particulares para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus. A sede de Roma, depois dessas migrações de São Pedro, foi reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a "cátedra" de seu bispo representou a do apóstolo encarregado por Cristo de apascentar todo seu rebanho. A cátedra do bispo de Roma representa, portanto, não só seu serviço à comunidade romana, mas também sua missão de guia de todo o Povo de Deus.

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Artigo Dom Francisco de Assis de Lucena: 50 anos de CF





Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo Diocesano de Guarabira
Secretário da CNBB - Regional Nordeste 2







A Campanha da Fraternidade (CF) surgiu em Nata l(RN). Os dirigentes do Serviço de Assistência Social (SAR) da Arquidiocese de Natal julgaram ser importante criar, entre os católicos, uma mentalidade de cooperação local às obras pastorais e sociais da Igreja.

O saudoso Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales buscou os meios para iniciar um grande projeto evangelizador. Ainda estudante em Roma, vai à Alemanha, de férias, e traz todo o material da estrutura de campanhas da Misereor, entidade do Episcopado Alemão que ajuda a toda Igreja. Os subsídios vindos da Europa foram traduzidos, adaptados à realidade brasileira e escolhido o nome: Campanha da Fraternidade.

A primeira experiência aconteceu na comunidade Timbó, da Arquidiocese de Natal. Experiência que continua dando frutos para toda a Igreja. O surgimento da CF não tinha pretensões nacionais. A primeira CF ficou circunscrita à Arquidiocese de Natal, em 1962.

A segunda CF, na Quaresma de 1963, abrangeu 25 Dioceses do Nordeste, dizendo: “Entre nós, iniciamos no ano passado essa campanha, que encontrou uma receptividade de nossas comunidades paroquiais. Ela é feita neste tempo, para significar o sacrifício da Quaresma de toda a comunidade diocesana, em favor de seus irmãos”.

Em 1964, o jornal diocesano “A Ordem”, de 15 de fevereiro, traz o seguinte título: CF realiza-se, este ano, em todo o Brasil”. Assim começa a matéria: “Iniciou-se nesta semana a Quaresma e, com a Quaresma, a Terceira CF, em Natal. Este ano, pela primeira vez, saiu como “Campanha Nacional com Dioceses de todo o País, tendo as mesmas finalidades”. Trata-se de uma oportunidade De os fiéis assumirem suas responsabilidades na manutenção das obras católicas e da evangelização. Inicialmente, há muitas idéias iluminadoras que fizeram nascer e crescer essa benemérita iniciativa, no dever de cada católico na manutenção das obras destinadas à expansão do Reino de Deus. Cito uma frase muito repetida nas origens: “Pedimos justiça, não esmola”, como o fortalecimento do espírito comunitário: “Somos fortes quando agimos como “membros” de uma comunidade viva”.

A CF é uma Campanha de apelo à participação ativa de todos os cristãos e homens de boa vontade na construção de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. A vivência da Quaresma tem, na CF, um valioso estímulo. Tempo de conversão, que se manifesta na fraternidade entre os irmãos e irmãs em Cristo. Os 50 anos da CF em âmbito nacional impõem uma reflexão sobre o seu alcance evangelizador. Neste ano, com o tema: “Fraternidade e Juventude” e o lema, inspirado no profeta Isaías 6,8: “Eis-me aqui, envia-me”. É um convite para nos convertermos e irmos ao encontro dos jovens e, ao mesmo tempo, é um convite aos jovens para se deixarem encontrar por Jesus Cristo. Oportunidade em que já preparamos o espírito missionário da JMJ Rio2013. Providencialmente, os 50 anos da CF em âmbito nacional serão celebrados nesta quaresma do Ano da Fé e do Ano da Juventude. Uma ocasião propícia para avaliar, celebrar o objetivo da CF nestes 50 anos de evangelização e, ao mesmo tempo, momento favorável para projetar o futuro.

Foi realizada uma vasta programação em comemoração aos 50 anos de história da CF nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2013 em Nísia Floresta (RN) e em Natal (RN), com a participação de autoridades constituídas, artistas, missionários, jovens e fiéis de âmbito nacional, regional e local.

Que a CF seja sempre uma ocasião de mobilizar toda a Igreja e os seguimentos da sociedade na luta pela vida e pela evangelização.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Campanha da Fraternidade 2013 é lançada em Natal




Momento contou com a participação do secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner;  presidente da Comissão Episcopal para a Juventude, da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, além de diversos bispos do Nordeste

 Cerca de duas mil pessoas, entre fiéis, grupos e caravanas jovens da capital e de diversas cidades do interior do estado e até de estados vizinhos, lotaram o Centro de Convenções, na Via Costeira de Natal, nesta sexta-feira (15), para o lançamento nacional da Campanha da Fraternidade – CF 2013, que tem como tema “Fraternidade e Juventude”. Um seminário marcou as comemorações alusivas ao jubileu da Campanha, que teve origem na Arquidiocese de Natal, na comunidade de Timbó, município de Nisia Floresta. A solenidade de lançamento contou com a participação do secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, bem como, do presidente da Comissão Episcopal para a Juventude, da CNBB, e bispo auxiliar de Campo Grande (MS), Dom Eduardo Pinheiro, arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, além de diversos bispos do Regional Nordeste 2.

Em suas palavras, Dom Jaime ressaltou a importância de viver este período na Arquidiocese, destacando o papel da Campanha da Fraternidade para a Igreja. “Podemos destacar neste momento, a contribuição da Campanha da Fraternidade, como ação social e evangelizadora da Igreja. Vivemos com muito empenho e alegria, este momento em nossa Arquidiocese”, comemora.

Segundo o secretário geral da CNBB, a importância da CF se dá, principalmente, pelo objetivo social que desempenha. “Os temas das Campanhas nos trazem uma reflexão, promovendo uma discussão entre Igreja e sociedade. Além disso, hoje a campanha dispõe de subsídios que auxiliam nos debates nas escolas, e isso mostra a ação social que a CF desempenha”, pontua.

Para Dom Genival Saraiva, presidente do Regional Nordeste 2, da CNBB, e bispo diocesano de Palmares (PE), voltar às origens da Campanha da Fraternidade, remete ao trabalho pastoral que a Igreja Católica realiza. “Lembro a iniciativa de Dom Eugênio Sales, de investir nas ações sociais da Igreja, e os resultados dessa proposta, nós podemos observar ao longo do tempo, com diversos projetos que hoje a Igreja financia. Isso sem dúvida contribuiu para a ação evangelizadora da Igreja”, ressaltou.

Durante a solenidade de lançamento da CF, o vigário-geral da Arquidiocese de Natal, padre Edilson Nobre, leu uma carta enviada pelo núncio apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’aniello, em razão dos 50 anos da Campanha da Fraternidade. Na carta, Dom Giovanni ressaltou a importância de Dom Eugênio Sales, na difusão desta iniciativa, que contribuiu para a caminhada de solidariedade e de esperança da Igreja no Brasil. “Este é um momento celebrativo, e também, um momento de revisão da Campanha da Fraternidade, frisando a necessidade de um aprimoramento do conteúdo da Campanha, para que esta possa ser sempre mais um forte poder de evangelização”, frisou.
Ainda de acordo com a carta do núncio, a celebração adquiriu uma maior representatividade, considerando que a Igreja vive o Ano da Fé. “Como afirmou o Santo Padre, foi instituído para suscitar “em cada crente, o anseio de confessar a fé e com renovada convicção, com confiança e esperança” (Carta Apostólica Porta Fidei, 9)”, realçou.

Coletiva

 Após o lançamento nacional da CF, Dom Leonardo Steiner e Dom Eduardo Pinheiro participaram de uma coletiva de imprensa, que contou com a participação de diversos veículos de comunicação da capital potiguar, interior do estado, e também, de outros estados brasileiros.

Durante suas palavras, Dom Eduardo destacou a importância de realizar uma Campanha que aborde o tema juventude, tendo em vista também, a preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai ser realizada no Rio de Janeiro, no próximo mês de julho. “O contexto da Jornada, que acaba movimentando muitos jovens, provocou em nós, que o tema da Campanha deste ano, que atinge todas as comunidades, em todo o Brasil, refletisse sobre esse tema, que é tão atual, já que estamos vivendo a preparação para a JMJ”, destacou.

Palestras

A programação do seminário foi realizada durante todo o dia, e contou com a presença de diversos convidados, que abordaram aspectos históricos da Campanha da Fraternidade, além de mesa redonda sobre a realidade atual da juventude. Entre os convidados, o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, o professor Otto Santana, que atuou no início da CF, e ainda, o missionário Dunga, da Canção Nova, que falou sobre o tema da Campanha deste ano “Fraternidade e Juventude”. O seminário encerrou com uma palestra do padre Fábio de Melo, que falou sobre o lema da CF 2013, que é “Eis-me aqui, envia-me”.


 Fonte: Arquidiocese de Natal

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Hino da Campanha da Fraternidade 2013


Tema: FRATERNIDADE E JUVENTUDE
Lema: “EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!” (Is 6,8)

Autor: Gerson Cesar Souza

1. Sei que perguntas, juventude, de onde veio
teu belo jeito sempre novo e verdadeiro.
Eu fiz brotar em ti, desde o materno seio,
essa vontade de mudar o mundo inteiro.

Refrão:  Estou aqui, meu Senhor, sou Jovem, sou teu povo!
Eu tenho fome de justiça e de amor,
Quero ajudar a construir um mundo novo!
Estou aqui, meu Senhor, sou Jovem, sou teu povo!
Para formar a rede da fraternidade,
E um novo céu, uma nova terra a tua vontade,
Eis-me aqui... Envia-me Senhor!
Eis-me aqui... Envia-me Senhor!

2. Levem a todos meu chamado à liberdade
onde a ganância gera irmãos escravizados.
Quero a mensagem que humaniza a sociedade
falada às claras, publicada nos telhados.

3. Hei juventude, falarei por tua voz,
pedindo um mundo em que os irmãos sejam iguais.
E, então, veremos muitos se juntando a nós
“pescando homens” com as redes sociais.

4.  A juventude seja o “sal” que o mundo almeja,
que viva em paz e faça o amor frutificar.
Qual planta nova, qual pilar firme da Igreja
gere bons frutos, faça o Reino, então, chegar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Celebração da quarta-feira de cinzas na Paróquia de São Sebastião


CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO
Queridos irmãos blogueiros, ontem iniciamos um novo tempo em nossa igreja: o tempo quaresmal. Quarenta dias nos separam da grande festa da Páscoa. Nesse dia foi feita a abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2013, tendo como tema “Fraternidade e juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me”.
Nessa quarta-feira (13) de cinzas nos reunimos em comunidade para juntos celebrarmos a eucaristia e iniciarmos nossa caminhada quaresmal. A santa missa foi presidida pelo Padre Adielson da CDMD, que durante sua homilia nos falou sobre as três grandes práticas quaresmais do cristão: a CARIDADE, o JEJUM e a ORAÇÃO. E dando continuidade nos fez refletir sobre a importância do nosso batismo e nossa vida enquanto cristãos. Estamos vivendo o nosso batismo e nossa vida como verdadeiros cristãos? “Devemos mostrar a Deus a verdade que "eu sou", a verdade que somos e que só Deus conhece”. (Pe. Adielson – CDMD)
Neste tempo somos convidados a renunciar a prática do pecado e todas as práticas que nos afastam de Deus. “(...) entramos no tempo favorável, no momento propício, na hora favorável, esse é o tempo que Deus chama a cada um de nós a conversão”. (Pe. Adielson – CDMD)
Os fiéis da Paróquia de São Sebastião lotaram a igreja matriz e no final da celebração o Padre convidou todos os jovens presentes para receberem uma benção especial.   
PASCOM
 
 
 

Mensagem de Dom Lucena sobre a renúncia do Papa Bento XVI

Veja texto do bispo dom Lucena

Neste dia 11 de fevereiro de 2013, o anúncio do Santo Padre, o Papa Bento XVI, sobre a sua renúncia ao Ministério Petrino como Bispo de Roma, no próximo dia 28, nos surpreendeu e nos revestiu de intensa manifestação de gratidão pelo seu rico pontificado. Em meu nome pessoal e da querida Diocese de Guarabira desejo manifestar amorosa proximidade a Sua Santidade que de forma santa, sábia, segura e prudente vem governando a barca de Pedro durante estes quase oito anos de pontificado. A lucidez da sua inteligência e sua intimidade profunda com Deus, seu Pai em Cristo pelo Espírito, neste Ano da Fé, impulsiona a Igreja e a remete para a fonte mais límpida de seu Mestre e Senhor.

A renúncia do Papa é prevista no cânon 332 § 2 do Código de Direito Canônico. Uma decisão livre e pública, como aconteceu nesta sexta-feira no Vaticano.

Na história da Igreja três Papas já renunciaram: Ponciano (28/09/235), Celestino V (1294) e Gregório XII (13/12/1924).

O próprio Papa Bento XVI disse em entrevista ao jornalista alemão Peter Seewald, em 2010, texto do livro «Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos», que poderia renunciar se um dia chegasse a conclusão que não tinha mais condições de governar a Igreja. O gesto de sua renúncia mostra a sua coerência e a certeza de que o Espírito Santo guia a Igreja e assiste o Papa.

Agradecemos ao Santo Padre pela forma fiel de conduzir a Igreja, pelo imenso bem que ele tem feito, os sacrifícios pelos quais tem passado, e garantimos-lhe nossas orações e filiais afetos na nova vida que, com todo direito, levará daqui para frente, totalmente dedicada à oração pela Igreja.

Destacamos o gesto de profunda humildade do Santo Padre ao tomar esta decisão, com a qual reconhece suas naturais dificuldades imposta pela idade.

A Igreja vai continuar sua caminhada e missão na terra, levando o Evangelho a todas as nações. A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) marcada para julho deste ano, no Rio de Janeiro, acontecerá normalmente. Portanto, convoco todos os diocesanos para entrarmos, desde já, em ritmo de fervorosa oração ao Espírito Santo, invocando a proteção de Maria, Mãe da Igreja, em vista do novo Conclave para a eleição de um novo Papa. A partir das 20h (20h: horário de Roma e 16h: horário do Brejo Paraibano) do dia 28 de fevereiro, a Igreja fica em estado de “Sé Vacante”, tendo cessado o governo pastoral de Sua Santidade Bento XVI, e será eleito o novo Sucessor de Pedro, realizando a fiel Palavra de Cristo: “Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos!” (Mt.28,20). A todos minha bênção!

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo Diocesano de Guarabira

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Conheça o significado da Quaresma

Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.

Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.

Por que a cor roxa?

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário

Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.


CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil