sábado, 4 de maio de 2013

Nota Oficial da CNBB sobre a Beatificação de Nhá Chica


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publica nota sobre a beatificação de Francisca de Paula de Jesus, conhecida como Nhá Chica. No texto, a entidade destaca que "o reconhecimento pela Igreja da santidade de Nhá Chica, passado pouco mais de cem anos de sua morte, confirma a importância de se colocar em relevo o exemplo de sua vida de fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho".
A seguir, a íntegra do texto:

Nota Oficial da CNBB sobre a Beatificação de Nhá Chica

Brasília, 2 de maio de 2013

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com toda a Igreja, louva e bendiz a Deus pela Beatificação de Francisca de Paula de Jesus, carinhosamente chamada pelo povo de Nhá Chica, neste sábado, 4 de maio de 2013, na cidade mineira de Baependi. O reconhecimento pela Igreja da santidade de Nhá Chica, passado pouco mais de cem anos de sua morte, confirma a importância de se colocar em relevo o exemplo de sua vida de fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho.
A Beatificação de Nhá Chica é uma mensagem de extraordinário significado e importância para nossa Igreja. Filha e neta de escravos, analfabeta, órfã ainda criança, viveu no escondimento, na pobreza e na simplicidade. Devota de Nossa Senhora da Conceição, consagrou seu tempo e consumiu sua vida, como leiga que testemunha a fé, servindo às pessoas, especialmente na nobre tarefa de escutar e aconselhar. Seu cuidado com os mais pobres rendeu-lhe o belo título de “Mãe dos pobres”. Aos que lhe atribuíam favores especiais, respondia com a verdade de quem crê: “Isso acontece porque rezo com fé”.
A biografia de Nhá Chica revela sua vida de intimidade com Deus e nos estimula a buscar o ideal proposto por Cristo, como nos lembra São Paulo: “A vontade de Deus é esta: a vossa santificação” (1Ts 4,3). O testemunho de nossa mais nova Beata torna-se, portanto, convite irrecusável a viver intensamente o encontro com Jesus Cristo que “implica necessariamente amor, gratuidade, alteridade, unidade, eclesialidade, fidelidade, perdão e reconciliação” e leva cada discípulo-missionário a se tornar “fonte de paz, justiça, concórdia e solidariedade” (cf. DGAE, 16).
Saudamos e agradecemos à Diocese de Campanha e a todos que se dedicam à causa de canonização de Nhá Chica, bem como ao Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, por presidir a cerimônia de beatificação desta Serva de Deus.
Que a Beata Nhá Chica alcance de Deus graças e bênçãos para todo o povo brasileiro e nos ensine a trilhar o caminho da santidade, vivendo na simplicidade e na pobreza evangélicas.

Raymundo Damasceno Assis
Cardeal arcebispo de Aparecida (SP)
Presidente

José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luis (MA)
Vice-presidente

Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília (DF)
Secretário Geral

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Frades Capuchinhos criam Fraternidade em Guarabira


Neste Ano da Fé, no dia 29 de abril de 2013, a Diocese de Guarabira teve a alegria de acolher com festa os Frades Capuchinhos da Província N. Sra. da Penha do NE do Brasil – PRONEB na Paróquia Santo Antônio e Santuário do Memorial Frei Damião, onde foi inaugurada a Fraternidade N. Sra. da Luz, às 19h30, com solene celebração eucarística presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, e concelebrada pelo Frei Francisco de Assis Barreto, ministro provincial; Frei Franklin Alves Diniz, vigário provincial; Mons. José André, vigário geral da Diocese; Mons. José Nicodemos e outros sacerdotes diocesanos, frades capuchinhos, conselheiros provinciais, diáconos, seminaristas, religiosas, membros de movimentos, pastorais, serviços, grupos da Paróquia Santo Antônio e povo de Deus presente. A nova fraternidade capuchinha em Guarabira está constituída pelo Frei Cláudio Simões Galindo, Reitor do Santuário Memorial Frei Damião e Guardião da Fraternidade; Frei José Walden de Oliveira, Administrador Paroquial da Paróquia Santo Antônio, e Frei José Nunes de Araujo, Ecônomo da Fraternidade, Vice Reitor do Santuário Memorial Frei Damião e Vigário Paroquial, com a finalidade de acolher bem os romeiros como forma de evangelizá-los e, ao mesmo tempo, administrar o Santuário do Memorial Frei Damião. A população guarabirense e a região do brejo paraibano, há anos anseiam por este momento, pela ligação com as Santas Missões Populares, hoje, com o Servo de Deus Frei Damião, e pelos trabalhos de evangelização desenvolvidos pela ordem capuchinha em todo o nordeste brasileiro. O Mons. Nicodemos, o idealizador e construtor com o povo do Memorial Frei Damião, disse: “Frei Damião pertencia a esta ordem religiosa, então eles devem gerir este espaço e atender os romeiros com o mesmo carinho e atenção que Frei Damião de Bozzano fazia quando por aqui andou e pregou varias missões”.


O Ministro Provincial Capuchinho, Frei Francisco Barreto, falou que os frades capuchinhos não poderão realizar a missão de Frei Damião, pois esta foi única e do jeito dele e não pode ser imitada, mas tem convicção de que, de um modo atualizado, os frades podem realizar os desejos da Igreja de hoje, e solicitou a população para ter compreensão e colaboração com os frades desta nova fraternidade de Nossa Senhora da Luz, para que possam atender às necessidades de acolhimento dos romeiros neste Santuário. É intenção da Província formar uma rede de missões nos Estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas”. O Frei Cláudio Simões, novo reitor do Memorial, enfatizou: “Neste local já existe uma grande peregrinação principalmente no mês de maio, quando se comemora o aniversário da morte ou chegada ao céu do Frei Damião, de onde ele prometeu interceder por todos nós. “Mas, que, com a nova fraternidade, será possível uma melhor assistência às pessoas que aqui se dirigirem, pois anteriormente só havia um padre para todas as tarefas e agora haverá mais frades para ouvir confissões, dar bênçãos e celebrar Missas”.

Dom Lucena agradeceu a todos os frades presentes a disponibilidade em atender a solicitação da Diocese de Guarabira e a alegria pela nova fraternidade capuchinha já fundada, para acolher os romeiros de N. Sra. da Luz e Frei Damião. O povo do Brejo Paraibano tem uma devoção muito grande a Frei Damião.

Fonte: Diocese de Guarabira

O Concílio Vaticano II: 50 anos depois





Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo Diocesano de Guarabira
Secretário da CNBB Regional Nordeste 2







Realizou-se na Diocese de Guarabira, em Santa Fé, nos dias 26 e 27 de abril de 2013, o “estudo sobre o Concílio Vaticano II: 50 anos depois” para o Clero, os religiosos(as) e um momento para os(as) leigos(as), assessorado pelo Arcebispo Emérito da Paraíba e Padre Conciliar, Dom José Maria Pires. O Estudo se insere dentro das comemorações dos 50 anos do Concilio Vaticano II e o “Ano da Fé”, cujo objetivo é redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. O Papa João XXIII fixou o início do Concílio Vaticano II no dia 11 de outubro de 1962, dia da festa da Maternidade Divina de Maria, colocada nesse dia, em 1931, pelo Papa Pio XI, título reconhecido pelo Concílio de Éfeso, há mil e quinhentos anos, no ano de 431, para expressar a união indissolúvel de Deus e do homem em Cristo. O Papa João XXIII confiou a grande assembleia eclesial, por ele convocada, à bondade materna de Maria e ancorar firmemente o trabalho do Concílio no mistério de Jesus Cristo. O Papa Bento XVI, no início do jubileu áureo do Concílio, em 2012, testemunhou: “foi impressionante ver os bispos provenientes de todo o mundo, de todos os povos e raças: uma imagem da Igreja de Jesus Cristo que abraça todo o mundo, na qual os povos da terra se sentem unidos na sua paz. Foi um momento de expectativa extraordinária pelas grandes coisas que deviam acontecer. Os concílios anteriores tinham sido quase sempre convocados para uma questão concreta à qual deviam responder; desta vez, não havia um problema particular a resolver. (...) João XXIII convocara o Concílio sem lhe indicar problemas concretos ou programas. Foi esta a grandeza e, ao mesmo tempo, a dificuldade da tarefa que se apresentava à assembleia eclesial”. João Paulo II, em 1981, escrevia: "Todo o trabalho de renovação da Igreja, que o Concílio Vaticano II providencialmente propôs e começou – renovação que deve ser, ao mesmo tempo, “atualização” (aggiornamento) e consolidação no que é eterno e constitutivo para a missão da Igreja – não pode realizar-se a não ser no Espírito Santo, ou seja com a ajuda da sua luz e do seu poder”. Depois de 50 anos, não podemos deixar de constatar o cumprimento da promessa feita por Deus à Igreja, pela boca de seu humilde servo, o beato João XXIII. Se nos parecer exagerado falar de um novo Pentecostes, diante de todos os problemas e conflitos que surgiram na Igreja depois e por causa do concílio, o que temos a fazer é reler os Atos dos Apóstolos e observar que os problemas e disputas já ocorreram após o primeiro Pentecostes. E não menos acalorados que os de hoje! “Em Cristo, e à luz do Concilio Vaticano II e com a força e a graça do Espírito Santo, renovaremos, mais uma vez, nossa adesão a Cristo, à Igreja e ao Papa. Fortaleceremos nosso compromisso constante, apoiados pela Santíssima Virgem Maria, de entregar até a última gota de nossas vidas ao serviço do Evangelho, através de um esforço contínuo para transformar a sociedade e conduzi-la a Cristo, renovando a fé de seus seguidores e mostrando a beleza do cristianismo a todas as nações”. Com o Concílio Vaticano II, a Igreja abriu-se a uma transformação que ainda está em curso.

Fonte: Diocese de Guarabira

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bento XVI retornou ao Vaticano e foi recebido pelo Papa Francisco



O Papa Francisco recebeu pessoalmente na tarde desta quinta-feira, 2, ao Bispo emérito de Roma Bento XVI, às portas do Mosteiro “Mater Ecclesia”, localizado dentro do Vaticano, onde ele se recolherá em oração.
Bento XVI chegou ao heliporto do Vaticano pouco depois das 16hs45min, vindo de Castelgandolfo. Um grande número de fiéis estava presente na Praça de São Pedro desejosos de saudá-lo e para testemunhar este momento histórico.
Ele foi recebido pelo Secretário de Estado Tarcisio Bertone, pelo Presidente do Governatorado, Cardeal Giuseppe Bertello e pelo decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano.
Também estavam presentes o Substituto da Secretaria de Estado, Arcebispo Angelo Becciu, o Sub-secretário de Assuntos Exteriores, Arcebispo Dominique Mamberti e o Secretário do Governatorado Arcebispo Giuseppe Sciacca.
Do heliporto, o Papa emérito seguiu em automóvel até o mosteiro de clausura, onde foi recebido com grande e fraterna cordialidade pelo Papa Francisco. Juntos, foram à capela do Mosteiro para um momento de oração.
Esta foi a segunda vez que se encontraram pessoalmente, desde a eleição de Francisco. Em 23 de março passado Francisco foi até Castel Gandolfo para encontrar Bento XVI. Em numerosas ocasiões falaram-se ao telefone.
Bento XVI retornou para o Vaticano após concluídas as obras de restauração realizadas no Mosteiro. Ele ficará no Mosteiro Mater Ecclesia acompanhado da ‘Família pontifícia”, formada pelo seu Secretário particular e atual Prefeito da casa Pontifícia, Arcebispo Georg Ganswein, as 4 leigas consagradas do Instituto “Memores Domini”, além de um diácono belga. Um quarto está reservado para seu irmão Georg, também sacerdote, de 89 anos, que vive na Alemanha.
Fonte: Rádio Vaticano e CN