terça-feira, 11 de julho de 2017

Comunicação e religiosidade popular

Os momentos de escuta, louvor, fraternidade e aprofundamento das relações entre os fiéis ocorreram de numerosas formas. Uma delas, herança de longo período de evangelização no Brasil, é identificada com “religiosidade popular”, com manifestações comunicativas. O cenário designa uma expressão simples de fé, que ganha vida em manifestações inseridas no cotidiano da cultura do povo, incluindo a devoção aos santos padroeiros e a realização de festejos, as peregrinações aos santuários, bem como, no espaço da paróquia, as novenas e procissões, e, ainda, na comunidade local, as rezas, recitações do terço e os benditos.
Essas manifestações constituem ocasiões propícias de experiências e de anúncio da Boa-Nova. Assim, contribuem para que o católico vivencie essas dimensões de fé e se torne um comunicador ativo e consciente do evangelho, seja no âmbito familiar, na comunidade eclesial, nas atividades associativas, seja no exercício da sua profissão.

Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil. Documentos da CNBB-99
Editora Paulinas. 2014, pp. 57-58.



sexta-feira, 7 de julho de 2017

O Pai Nosso: Uma introdução à fé e à vida


Anselm Grün
Desde o início do cristianismo, o Pai Nosso tem fascinado as pessoas. [...] Nessa oração, encontramos Jesus Cristo e sua alegre mensagem.
[...] Ao rezá-lo, meditamos sobre o mistério da nossa fé. Segundo Gregório de Nissa [...] o Pai Nosso é a “introdução a uma vida de devoção” (cit. n. Luz, 339) e ao mesmo tempo o auxílio a uma vida verdadeira e correta, uma vida que leva o ser humano a sua verdadeira humanidade.
Nós, cristãos, rezamos o Pai Nosso todos os dias. [...] muitos cristãos fortaleceram sua fé por meio dessa oração, e por meio dela cresceram e penetraram no espírito de Jesus Cristo, que nos ensinou a rezar com essas palavras. [...]
A Igreja antiga já aconselhava os cristãos a rezarem a oração do Senhor três vezes ao dia. [...]
Nessa oração, os cristãos compartilham a oração de Jesus, penetram em seu sentimento e vivenciam Deus como um pai que ama seus filhos. [...] A salvação e a redenção, que ocorreram com a morte e a ressurreição de Jesus, são vivenciadas diariamente no Pai Nosso.
[...] Desde a Igreja antiga, apareceram inúmeras interpretações do Pai Nosso. [...] Com o Pai Nosso, ele mesmo (Cristo), quis guiar-nos à essência de nossa fé e nos ensinar a viver a partir dela.
Existem duas versões do Pai Nosso: uma no evangelho de Mateus, e outra no de Lucas. Nós rezamos o Pai Nosso na versão do evangelho de Mateus. [...]
Dizem que Lucas foi quem preservou com mais fidelidade as palavras originais de Jesus, e que Mateus as interpretou com base em sua teologia e formulou-as com mais esmero. Mateus trata do que devemos rezar, e Lucas, sobretudo, de como devemos rezar e a postura interior que devemos adotar ao fazê-lo. [...] Lucas quer nos estimular a rezar com toda confiança, penetrando cada vez mais na comunhão com Jesus Cristo.

Do livro: O Pai-Nosso: guia na fé e na vida. Anselm Grün; [tradução Inês Lohbauer]. Aparecida, SP: Editora Santuário, 2011.

   

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Os Santos mais populares do mês de julho

São Bento de Nórcia

Santa Maria Madalena 
Santa Ana e São Joaquim 
 Dia 3, São Tomé Apostolo - Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. Sua festa é comemorada em 3 de julho. "Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!... Não sejas incrédulo, acredita!"
Dia 11, São Bento de Nórcia, viveu entre 480-547. Fundou a Ordem dos Monges Beneditinos. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

Dia 16, neste dia se comemora a Festa de Nossa Senhora do Carmo, ou do Monte Carmelo. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é, ao mesmo tempo, o privilégio maior e o sinal distintivo da espiritualidade carmelitana.
Dia 22, Santa Maria Madalena -"Apóstola dos Apóstolos". Festejada no dia 22 de julho, tornou-se a padroeira de muitas ordens religiosas. "Foram-lhes perdoados os seus muitos pecados, porque você muito amou". 
Dia 25, São Cristóvão e São Tiago, o maior- é popularmente conhecido como o protetor dos viajantes, assim como dos motoristas e dos condutores. Era guerreiro e foi martirizado, a mando do imperador Décio, no ano 250. 
São Tiago – nasceu doze anos antes de Cristo foi executado durante as festas pascais no ano 42. Tornando-se o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo. 
 
Nossa Senhora do Carmo
Dia 26, Santa Ana e São Joaquim avós de Cristo - Ana e Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos. Rezaram por muito tempo até que Ana engravidou. "Dos frutos conhecereis a planta". Pela santidade de Maria, reconhece-se os princípios de seus pais. Em 1913 a Igreja determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de julho.

Dia 29, Santa Marta Irmã de Lázaro- Na ceia de Betânia, com a presença de Lázaro ressuscitado, Marta serve a mesa e Maria lava os pés de Jesus, gesto que ele imitaria em seu último encontro coletivo com os doze apóstolos. Santa Marta é celebrada como a padroeira dos Anfitriões, dos hospedeiros, dos cozinheiros, dos nutricionistas e dietistas.


São Tomé Apostolo 
São Tiago, o maior
 




segunda-feira, 5 de junho de 2017

Formação Litúrgica – As Partes da Missa



LITURGIA EUCARÍSTICA
Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei; isto é o meu Corpo; este é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
1) Na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
2) Na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
3) Pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.
Preparação dos dons
No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal, o purificatório, o missal e o cálice, a não ser que se prepare na credência.
A seguir, trazem-se as oferendas. É louvável que os fiéis apresentem o pão e o vinho que o sacerdote ou o diácono recebem em lugar adequado para serem levados ao altar. Embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual.
Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a igreja, ou recolhidos no recinto dela; serão, no entanto, colocados em lugar conveniente, fora da mesa eucarística.
O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas (cf. n. 37, b) e se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar. As normas relativas ao modo de cantar são as mesmas que para o canto da entrada (cf. n. 48). O canto pode sempre fazer parte dos ritos das oferendas, mesmo sem a procissão dos dons.
O pão e o vinho são depositados sobre o altar pelo sacerdote, proferindo as fórmulas estabelecidas; o sacerdote pode incensar as oferendas colocadas sobre o altar e, em seguida, a cruz e o próprio altar, para simbolizar que a oferta da Igreja e sua oração sobem, qual incenso, à presença de Deus. Em seguida, também o sacerdote, por causa do ministério sagrado e o povo, em razão da dignidade batismal podem ser incensados pelo diácono ou por outro ministro.
Em seguida, o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar, exprimindo por esse rito o seu desejo de purificação interior.
Oração sobre as oferendas
Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os ritos que as acompanham, conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração eucarística com o convite aos fiéis a rezarem com o sacerdote, e com a oração sobre as oferendas.
Na Missa se diz uma só oração sobre as oferendas, que termina com a conclusão mais breve, isto é: Por Cristo, nosso Senhor; se, no fim, se fizer menção do Filho, a conclusão será: Que vive e reina para sempre.
O povo, unindo-se à oração, a faz sua pela aclamação Amém.

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos
 Roma - 2002