domingo, 7 de julho de 2013

Papa Francisco diz que já está se preparando para Jornada Mundial da Juventude

O Papa Francisco afirmou neste domingo que já está se preparando para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Após rezar o Angelus da janela de sua residência para milhares de fiéis e peregrinos presentes na praça São Pedro, o Pontífice mandou um recado especial para os jovens da diocese de Roma que se preparam para ir ao Rio de Janeiro.

"Queridos jovens, eu também estou me preparando! Caminhemos juntos rumo a esta grande festa da fé. Que Maria nos acompanhe", informou a agência de notícias do Vaticano.

Durante a missa deste domingo, Francisco fez menção ainda à encíclica Lumen fidei, iniciada por Bento XVI e publicada na última sexta-feira por ele.

"Para o Ano da Fé, o Papa emérito Bento XVI iniciou esta encíclica. Eu peguei esse projeto e o concluí. Eu o ofereço com alegria a todo o Povo de Deus. Hoje, especialmente, precisamos ir ao essencial da fé cristã, precisamos aprofundá-la e confrontá-la com as problemáticas atuais. Acredito que esta encíclica, pelo menos em algumas partes, poderá ser útil para aqueles que estão à procura de Deus e do sentido da vida".

Fonte: O Globo
Da redação do Portal Ecclesia.

sábado, 6 de julho de 2013

Abertura da Semana do Dízimo que acontece de 07 a 14 deste mês de julho em nossa Paróquia

A nossa Paróquia de São Sebastião, realiza de 07 a 14 deste mês de julho a Semana do Dízimo. A programação consta de celebrações eucarísticas e formações voltadas à comunidade, com o objetivo de despertar nos fiéis o verdadeiro sentido da adesão ao Dízimo. Haverá, ainda, encontros voltados aos missionários, missionárias e dizimistas da Paróquia.

Henrique Florêncio
PASCOM

Crescimento de evangélicos impulsiona despertar da Igreja Católica, diz dom Damasceno

A poucos dias da chegada do Papa Francisco ao Brasil, dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), disse que o crescimento de evangélicos no Brasil e no mundo impulsionou um "despertar" da Igreja Católica, que, na opinião dele, estava "acomodada".

No Brasil, ao mesmo tempo em que o número de evangélicos aumentou 61,45% em 10 anos, a comunidade católica sofreu uma queda de 1,3% no índice de fieis no mesmo período. É o que aponta o último Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2000, cerca de 26,2 milhões se disseram evangélicos. Em 2010, eles passaram a ser 42,3 milhões. Ainda assim o país ainda segue com maioria católica. O número de católicos foi de 123,3 milhões em 2010, cerca de 64,6% da população. No levantamento feito em 2000, eles eram 124,9 milhões, ou 73,6% dos brasileiros."Talvez nós tenhamos nos acomodado e pode ser que o crescimento do movimento neopentecostal tenha nos feito acordar, nos despertar para a nossa verdadeira missão", disse ele, que ressaltou, no entanto, o aumento da qualidade dos católicos. "Os praticantes são muito mais coerentes com suas práticas e praticam sua fé de modo mais convencido. Isso é muito positivo".

Ainda assim dom Damasceno diz que a eleição do Papa Francisco trouxe uma esperança para a comunidade brasileira e mundial. "Gerou muita esperança na Igreja Católica, uma expectativa muito positiva. Mas é muito difícil quantificar essa mudança no aumento do número de fiéis. O que a gente percebe ouvindo e vendo é que há uma expectativa positiva, alegre e esperançosa para o seu pontificado", complementou o presidente da CNBB, que ressalta o acolhido do pontífice, principalmente pela capacidade de atração que o argentino naturalmente tem.

"E isso tem sido comprovado com o aumento de romeiros e visitantes em Roma. O número de peregrinos está aumentando cada vez mais, sobretudo nas audiências públicas de quarta-feira e no Angelus, no domingo. Estão falando em cerca de 200 mil pessoas por semana". Esse poder de atração é justificado por Damasceno, principalmente por causa de sua simplicidade e a sua informalidade que o aproximam do povo. 

"Não é uma resposta aos evangélicos. Fazemos isso por questão de missão, de objetivo, de finalidade. Muitas vezes nós nos acomodamos e precisamos sair desse comodismo. Isso está muito claro na visão do papa Francisco", completou dom Damasceno, que garantiu que a Igreja Católica não pretende discriminar ninguém, apesar de não concordar com certos comportamentos da atualidade, tais como o casamento gay, a eutanásia e o divórcio. Mas o arcebispo brasileiro relaciona a eleição do Papa Francisco à reaproximação da Igreja Católica ao sua missão. "A Igreja existe para evangelizar. O que significa que a igreja deve cuidar daqueles que a frequentam, que participam da vida das nossas comunidades, mas que também precisa sair ao encontro dos que estão distantes." Ele, no entanto, afirma que a mudança da postura da comunidade católica nada tem a ver com o crescimento da Igreja evangélica.

A Igreja, como ele apontou, não discrimina pessoas, "mas não pode concordar com certas posições que se opõe ao seu ensinamento ético". "Não podemos equiparar um casamento com duas pessoas do mesmo sexo com outro entre um homem e uma mulher. Não é mesma coisa. Com todo respeito aos que optam por esse caminho. A igreja também não pode aprovar a eutanásia, porque a vida é um dom de Deus. A Igreja não pode aprovar o divorcio e não pode dizer que o divorcio é um caminho normal, embora respeite quem fez essa opção", exemplifica.

Fonte: UOL
Da redação do Portal Ecclesia

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Publicação da Encíclica "Lumen Fidei" (Luz da Fé)


Foi apresentada, na manhã desta sexta-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a primeira Encíclica do Papa Francisco, intitulada Lumen fidei (“Luz da fé”).

A nova Encíclica foi apresentada pelo Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos, por dom Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e por dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Esta primeira Encíclica é publicada pela Livraria Editora Vaticana e pela Editora São Paulo, com comentários de dom Rino Fisichella, organizador dos eventos do Ano da Fé, e por Giuliano Vigini, escritor e docente em sociologia na Universidade Católica de Milão.

A Encíclica “Luz da Fé” foi iniciada por Bento XVI e levada adiante e concluída, com acréscimos, pelo Papa Bergoglio. Trata-se de um documento, disponível em seis línguas, entre as quais o português, com 94 páginas e dividida em quatro capítulos, além da introdução e da conclusão.

A Carta Encíclica sobre a Fé é dirigida aos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas e a todos os fiéis Leigos. O documento, que havia sido quase completado por Bento XVI, foi assinado pelo Papa Francisco.

O objetivo da Carta Encíclica é retomar o caráter de luz, próprio da fé, capaz de iluminar toda a existência humana. Em resumo, podemos dizer que “aquele que crê jamais está sozinho, porque a fé é um bem comum que ajuda a edificar as nossas sociedades, dando-lhes esperança.

Em uma época, como a moderna, escreve o Papa, na qual “crer se opõe à pesquisa” e a fé é vista como um pulo no vazio, que impede a liberdade do homem, é importante “ter confiança”, com humildade e coragem, no amor misericordioso de Deus, que endireita as sinuosidades da nossa história.

Jesus é a testemunha crível da fé. Através dele, Deus atua realmente na história. Como na vida de cada dia, nós confiamos no arquiteto, no farmacêutico, no advogado, que conhecem melhor as coisas, assim, mediante a fé, confiamos em Jesus, perito nas coisas divinas.

A fé, sem a verdade, não salva, diz o Pontífice, mas permanece como uma linda fábula, sobretudo hoje, em que se passa por uma crise da verdade, porque acreditamos somente na tecnologia ou nas verdades de uma pessoa, porque tememos o fanatismo e preferimos o relativismo.

Pelo contrário, a fé não é intransigente; aquele que crê não é arrogante. A verdade, que deriva do amor de Deus, não se impõe com a violência, não espezinha o homem, mas torna possível o diálogo entre a fé e a razão.

Logo, o essencial, é a evangelização: a luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos e se transmite de geração em geração, através das testemunhas da fé. Deste modo, a fé é transmitida mediante os Sacramentos, como o Batismo e a Eucaristia, como também pela fé da oração do Creio e do Pai Nosso, que envolvem o cristão nas verdades que professa e o levam a ver com os olhos de Cristo. Eis porque “a fé é una” e a “unidade da fé é a unidade da Igreja”.

É importante também a ligação entre “acreditar e construir” o bem comum, escreve o Papa: a fé reconfirma os vínculos entre os homens e se coloca a serviço da justiça, do direito e da paz. Ela não nos distancia do mundo, pelo contrário, se a eliminarmos das nossas cidades, permanecemos unidos apenas pelo temor e por meros interesses.

Crer, ao invés, ilumina a família, fundada no matrimônio entre o homem e a mulher; ilumina o mundo dos jovens, que desejam uma vida superior; ilumina a natureza e nos ajuda a respeitá-la, para “encontrar modelos de desenvolvimento, que não se baseiam somente na utilidade ou no lucro, mas consideram a criação como dom”.

O sofrimento e a morte também têm sentido com a confiança em Deus: o Senhor dá, ao homem que sofre, um raciocínio para explicar tudo, mas lhe oferece também a sua presença, que o acompanha.

Por fim, na sua Carta Encíclica “Luz da fé”, o Santo Padre exorta: “Não deixemos roubar a nossa esperança; não permitamos que ela seja inutilizada por soluções e propostas imediatas, que bloqueiam o nosso caminho rumo a Deus”.

Clique aqui e leia a Carta Encíclica “Luz da fé”

Fonte: Rádio Vaticano