segunda-feira, 21 de abril de 2014

Entendendo sobre a Oitava de Páscoa

Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a oitava da Páscoa. Poderíamos chamá-los também de “pequena oitava”, em confronto com a “grande oitava” das sete semanas, sem, contudo, querermos diminuir com isto, a sua importância. Seus primórdios, entendidos como um período celebrado com liturgia especial, remontam, no mínimo, ao começo do século IV, e mesmo até à segunda metade do século III, como é fácil de deduzir das homilias recém-descobertas de Astério Sofita sobre os salmos. Astério chama o dia da oitava de “segundo ‘oitavo dia’”.
A liturgia desta oitava era marcada não só pelo mistério pascal, como também pela consideração para com os neobatizados que durante as celebrações diárias da eucaristia eram introduzidos mais profundamente nos mistérios dos sacramentos da iniciação, recebidos na noite da Páscoa. As homilias pascais de Astério, já mencionadas, podem ser apontadas como o exemplo mais antigo de tais “catequeses mistagógicas” de que temos conhecimento. As mais famosas, entretanto, são as cinco catequeses de Cirilo (João?), bispo de Jerusalém, da segunda metade do século IV, e os escritos “De mysteriis” (Sobre os mistérios) e “De sacramentis” (Sobre os sacramentos), da autoria de Ambrósio. Segundo Agostinho, a oitava da Páscoa é uma “ecclesiae consensio”, um costume unânime da Igreja, tão antigo quanto a Quadragesis (a Quaresma). Os fiéis deviam suspender seus trabalhos nesses dias, e tomar parte nas cerimônias diárias.
Esta semana era chamada antigamente também “semana branca” ou “semana das vestes brancas”. No Oriente é conhecida também como semana da renovação. Inicialmente ela só terminava no domingo, o qual, por isso, tinha o nome de domingo das vestes brancas (domingo in albis). A partir do século VII, as vestes brancas dos neófitos eram depostas já no sábado, em conseqüência da antecipação da celebração da noite pascal para o Sábado Santo.
Os cânticos de entrada da oitava de Páscoa da liturgia romana, executados pelo coro à entrada dos neófitos em vestes brancas, eram enfaticamente sintonizados com a presença dos recém-batizados e proclamavam a salvação por eles recebida. Assim lemos (ainda hoje) na segunda-feira: “O Senhor vos introduziu na terra onde correm leite e mel: e sua lei esteja sempre em vossos lábios, aleluia!”; na terça-feira: “Deu-lhes a água da sabedoria, tornou-se a sua força...”; na quarta-feira: “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino...”; na quinta-feira: “Senhor, todos louvaram, unânimes, a vossa mão vitoriosa...”; na sexta-feira: “O Senhor conduziu o seu povo na esperança e recobriu com o mar seus inimigos”; no sábado: “O Senhor fez seu povo sair com grande júbilo; com gritos de alegria, os seus eleitos, aleluia!”; e por fim, no domingo branco (domingo in albis): “Como crianças, recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia!

Homilia do Papa Francisco na Missa da Vigília Pascal


O Evangelho da ressurreição de Jesus Cristo começa referindo o caminho das mulheres para o sepulcro, ao alvorecer do dia depois do sábado. Querem honrar o corpo do Senhor e vão ao túmulo, mas encontram-no aberto e vazio. Um anjo majestoso diz-lhes: «Não tenhais medo!» (Mt 28, 5). E ordena-lhes que levem esta notícia aos discípulos: «Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia» (28, 7). As mulheres fogem de lá imediatamente, mas, ao longo da estrada, sai-lhes ao encontro o próprio Jesus que lhes diz: «Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão» (28, 10).
Depois da morte do Mestre, os discípulos tinham-se dispersado; a sua fé quebrantara-se, tudo parecia ter acabado: desabadas as certezas, apagadas as esperanças. Mas agora, aquele anúncio das mulheres, embora incrível, chegava como um raio de luz na escuridão. A notícia espalha-se: Jesus ressuscitou, como predissera... E de igual modo a ordem de partir para a Galileia; duas vezes a ouviram as mulheres, primeiro do anjo, depois do próprio Jesus: «Partam para a Galileia. Lá Me verão».
A Galileia é o lugar da primeira chamada, onde tudo começara! Trata-se de voltar lá, voltar ao lugar da primeira chamada. Jesus passara pela margem do lago, enquanto os pescadores estavam a consertar as redes. Chamara-os e eles, deixando tudo, seguiram-No» (cf. Mt 4, 18-22).
Voltar à Galileia significa reler tudo a partir da cruz e da vitória. Reler tudo – a pregação, os milagres, a nova comunidade, os entusiasmos e as deserções, até a traição – reler tudo a partir do fim, que é um novo início, a partir deste supremo ato de amor.
Também para cada um de nós há uma «Galileia», no princípio do caminho com Jesus. «Partir para a Galileia» significa uma coisa estupenda, significa redescobrirmos o nosso Batismo como fonte viva, tirarmos energia nova da raiz da nossa fé e da nossa experiência cristã. Voltar para a Galileia significa antes de tudo retornar lá, àquele ponto incandescente onde a Graça de Deus me tocou no início do caminho. É desta fagulha que posso acender o fogo para o dia de hoje, para cada dia, e levar calor e luz aos meus irmãos e às minhas irmãs. A partir daquela fagulha, acende-se uma alegria humilde, uma alegria que não ofende o sofrimento e o desespero, uma alegria mansa e bondosa.
Na vida do cristão, depois do Batismo, há também uma «Galileia» mais existencial: a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo, que me chamou para O seguir e participar na sua missão. Neste sentido, voltar à Galileia significa guardar no coração a memória viva desta chamada, quando Jesus passou pela minha estrada, olhou-me com misericórdia, pediu-me para O seguir; recuperar a lembrança daquele momento em que os olhos d’Ele se cruzaram com os meus, quando me fez sentir que me amava.
Hoje, nesta noite, cada um de nós pode interrogar-se: Qual é a minha Galileia? Onde é a minha Galileia? Lembro-me dela? Ou esqueci-a? Andei por estradas e sendas que ma fizeram esquecer. Senhor, ajudai-me! Dizei-me qual é a minha Galileia. Como sabeis, eu quero voltar lá para Vos encontrar e deixar-me abraçar pela vossa misericórdia.
O Evangelho de Páscoa é claro: é preciso voltar lá, para ver Jesus ressuscitado e tornar-se testemunha da sua ressurreição. Não é voltar atrás, não é nostalgia. É voltar ao primeiro amor, para receber o fogo que Jesus acendeu no mundo, e levá-lo a todos até aos confins da terra.
«Galileia dos gentios» (Mt 4, 15; Is 8, 23): horizonte do Ressuscitado, horizonte da Igreja; desejo intenso de encontro... Ponhamo-nos a caminho!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA 2014



 13 de abril (domingo) às 16:30h – PROCISSÃO DE RAMOS. Saída do Bairro São José em direção a Igreja Matriz, onde haverá Missa Campal.

14 de abril (segunda-feira) às 18:30h – PROCISSÃO DO ENCONTRO. (Saída da imagem de Nossa Senhora das Dores da Casa Franciscana, responsáveis pela procissão das mulheres: OFS e Mãe Rainha. Saída da imagem do Senhor dos Passos da Capela do Cristo Rei, responsáveis pela procissão: Terço dos Homens). Logo após CELEBRAÇÃO PENITENCIAL—Igreja Matriz.

15 de abril (terça-feira) às 09:00h – MISSA DOS ENFERMOS na Igreja Matriz.  Às 15:00h – Terço da Misericórdia e Adoração ao Santíssimo Sacramento, responsáveis: Apostolado da Oração. Logo após, 7ª CAMINHADA PENITENCIAL saindo da Igreja Matriz para Serra da Raiz. Responsáveis pela espiritualidade no percurso: CDMD.

16 de abril (quarta-feira) 19:00h – GRANDE VIA SACRA DA FAMÍLIA – Saída da Capela de Santo Antônio para a matriz. Resp.: Setor família

CELEBRAÇÕES DO TRÍDUO PASCAL:

17 de abril (quinta-feira), 08:00h – Missa dos Santos Óleos – Guarabira
17:00H – MISSA DA CEIA DO SENHOR – Igreja Matriz. Após a missa
ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO até a meia noite.

00:00h- PROCISSÃO DO SILÊNCIO com o Santíssimo Sacramento para a Capela Santa Clara (Casa da Comunidade Doce Mãe de Deus), na Rua São Bernardo, seguindo para o Bairro Cristo Rei. Em seguida: Via Sacra

18 de abril (Sexta-feira) 12:00h – OFÍCIO DA AGONIA – Igreja Matriz.
15:00h – CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR – Igreja Matriz e PROCISSÃO DO SENHOR MORTO.

19 de abril (sábado santo) 21:00h – VIGÍLIA PASCAL – Igreja Matriz.

20 de abril (Domingo  de Páscoa) 10:00h SANTA MISSA –Igreja Matriz
17:00h SANTA MISSA- Igreja Matriz 


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Confessar-se: como? por quê?



Por que devo me confessar? 


O pecado é uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna; “é uma falha contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana.” (cf. CIC 1849). Por esse motivo, a conversão traz, ao mesmo tempo, o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, e é isso que o Sacramento da Penitência e da Reconciliação exprime e realiza liturgicamente.



terça-feira, 8 de abril de 2014

A Primeira Missa e o catolicismo no Brasil

primeira Missa no Brasil foi celebrada por Dom Frei Henrique de Coimbra no dia 26 de abril de 1500, um domingo, na praia da Coroa Vermelha, em Porto Seguro, no litoral sul da Bahia, quatro dias depois da chegada dos portugueses as terras, então chamadas de Índia. 
Era um período de páscoa e a fé católica muito efervescente em Portugal e em toda a Europa condicionava as viagens marítimas sempre a presença de um sacerdote. Frei Henrique acompanhava a esquadra de Pedro Álvares Cabral que a bordo buscava as riquezas da Índia, mas acabou extraindo as riquezas brasileiras.
Contudo, um legado nos foi deixado pela influência que a Europa manteve sobre essa região da América: O cristianismo surgiu nestas terras e foi esculturado aos povos nativos em forma de catequese para torná-los, assim pacíficos s propostas dos portugueses.
Para celebrar a missa, dois carpinteiros fizeram uma cruz e a colocaram na areia. Cerca de mil homens, entre oficiais e marinheiros e aproximadamente duzentos índios acompanhavam atentamente ao que acontecia, com muito respeito e adoração. Os índios seguiam os mesmos gestos dos portugueses, se eles levantavam, eles também levantavam, se eles ajoelhavam, eles também ajoelhavam. Aos índios foi explicado o significado da cruz e os gestos utilizados durante a cerimônia. O comportamento dos nativos demonstrou aos portugueses a facilidade que eles teriam para serem catequizados, já que era este o objetivo dos portugueses.
            No dia 1º de maio foi celebrada a segunda missa, na foz do Rio Mutarí. A partir de então, os índios foram catequizados na fé católica e com isso surgia o Brasil, sendo hoje o país mais católico do mundo.
A celebração da Primeira Missa no Brasil é um marco histórico do catolicismo e do cristianismo a que seguimos com veneração. São exatos 514 anos de história e fé vividas pelo povo brasileiro.
http:// www.wikipedia.org
http:// www.educaterra.terra.com.br
por Aldaberon V. do Nascimento
PASCOM



segunda-feira, 7 de abril de 2014

2014 - O ano da família


Que o ano da família sirva de inspiração para que as famílias possam unirem-se no amor de Deus, para juntos dialogarem e rezarem (pai ,mãe e filhos) e   que esse amor se renove a cada ano, refletindo sobre o verdadeiro sentido de ser família.  É muito importante a participação da família na missa dominical, pois a família que reza unida permanece unida.
A família precisa construir sua base na fé, na oração e na perseverança, pois diante de tantas dificuldades e tentações do dia-a-dia, só com muita oração e fé poderemos superar os desafios. Diante disso é desafiador viver a harmonia familiar, “devemos tratar a nossa família com a mesma cordialidade que tratamos os nossos amigos, pelo fato de pertencemos a mesma família, não significa que não possamos ser amigos também”, devemos refletir um pouco sobre isso, o respeito mútuo na família é de fundamental importância para uma convivência boa e saudável, se as famílias de hoje tivessem a consciência que Deus deve está em primeiro lugar em nossa vida e exercitassem mais os valores morais e o diálogo com os filhos, não deixassem a cargo só na escola, teríamos menos problemas nas famílias, ou seja, as famílias seriam mais estruturadas e acima de tudo mais temente a Deus. Na verdade para sermos uma família abençoada precisamos nos espelhar na Sagrada Família de Nazaré, exemplo de santidade, amor e fé.
Finalmente podemos afirmar que a família é a imagem e semelhança de Deus, diante disso a família precisa evoluir espiritualmente e aprender a amar mais, construir sua base no amor de Deus, pois sem esse amor não há alegria, união, tolerância e perdão, todas essas atitudes deveriam ser mais vivenciadas nas famílias, para que tivéssemos mais exemplos de famílias cristãs, até porque hoje as pessoas se espelham nas atitudes, o aprendizado é voltado para o exemplo, por isso que a nossa fala deve ser a nossa prática. Deixemos algumas perguntas: Qual é o foco das famílias hoje em dia? Elas buscam o que? E você, qual é o foco da sua família?     
“ O futuro da humanidade passa pela família”
João Paulo II          



Ronaldo dos Santos

Cláudia Costa
Casal Setorial - ECC