sábado, 19 de agosto de 2017

Formação Litúrgica

 As Partes da Missa


Liturgia Eucarística
Comunhão
O sacerdote prepara-se por uma oração em silêncio para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo. Os fiéis fazem o mesmo, rezando em silêncio.
A seguir, o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o cálice e convida-os ao banquete de Cristo; e, unindo-se aos fiéis, faz um ato de humildade, usando as palavras prescritas do Evangelho.
É muito recomendável que os fiéis, como também o próprio sacerdote deve fazer, recebam o Corpo do Senhor em hóstias consagradas na mesma Missa e participem do cálice nos casos previstos (cf. n. 283), para que, também através dos sinais, a Comunhão se manifeste mais claramente como participação no sacrifício celebrado atualmente.
Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento, entoa-se o canto da comunhão que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e realça mais a índole "comunitária" da procissão para receber a Eucaristia. O canto prolonga-se enquanto se ministra a Comunhão aos fiéis. Havendo, porém, um hino após a Comunhão, encerre-se em tempo o canto da Comunhão.
Haja o cuidado para que também os cantores possam comungar com facilidade.
Para o canto da comunhão pode-se tomar a antífona do Gradual romano, com ou sem o salmo, a antífona com o salmo do Gradual Simples ou outro canto adequado, aprovado pela Conferência dos Bispos. O canto é executado só pelo grupo dos cantores ou pelo grupo dos cantores ou cantor com o povo.
Não havendo canto, a antífona proposta no Missal pode ser recitada pelos fiéis, por alguns dentre eles ou pelo leitor, ou então pelo próprio sacerdote, depois de ter comungado, antes de distribuir a Comunhão aos fiéis.
Terminada a distribuição da Comunhão, ser for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio. Se desejar, toda a assembleia pode entoar ainda um salmo ou outro canto de louvor ou hino.
Para completar a oração do povo de Deus e encerrar todo o rito da Comunhão, o sacerdote profere a oração depois da Comunhão, em que implora os frutos do mistério celebrado.
Na Missa se diz uma só oração depois da Comunhão, que termina com a conclusão mais breve, ou seja:
- Se for dirigida ao Pai: Por Cristo, nosso Senhor;
- Se for dirigida ao Pai, mas no fim se fizer menção do Filho: Que vive e reina para sempre;
- Se for dirigida ao Filho: Que viveis e reinais para sempre.
O povo pela aclamação Amém faz sua a oração.

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos
 Roma – 2002



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Catequese de inspiração catecumenal



Ainda sob o pastoreio de Dom Lucena, a nossa Diocese de Guarabira adotou o para a catequese de crianças e jovens, uma nova metodologia, inspirada no estilo catecumenal.
·      Este método é composto de quatro etapas:
·      1ª Pre catecumenato – Tempo do primeiro anúncio da pessoa de Jesus, em vista da conversão pessoal cristã, onde se envolve os pais para assumir a catequese de seu filho (a).
·      2ª Catecumenato – Este tempo marcado pela celebração de entrada na catequese, o grupo de catequese é apresentado à comunidade, junto com seus pais e padrinhos que também se responsabilizam com o processo de catequese da criança e do jovem.  É a etapa mais longa do processo.  O catecúmeno vai criando intimidade com a Palavra de Deus, e recebe formação catequética, sendo introduzido nos ritos litúrgicos da Igreja.
·      3ª Purificação/Iluminação acontece preferencialmente no segundo período da quaresma, cujo objetivo é proporcionar a preparação próxima para os Sacramentos, por meio do aprofundamento das práticas quaresmais junto à comunidade.
·      4º tempo: mistagogia – acontece durante o tempo pascal, a fim de aprofundar os mistérios pascais, revestir-se do Cristo e partir para uma vida nova.

            A coordenação da catequese de nossa Paróquia acolheu o referido método, e, a partir de agora, todos os grupos de crianças e jovens catequisandos devem trilhar por este caminho de inspiração catecumenal.

Mazé Andrade- CDMD –
Responsável pela pasta de formação da Catequese Paroquial

sábado, 5 de agosto de 2017

LIVRE PARA AMAR


Toda pessoa humana traz dentro de si uma potência interior para o amor. Não obstante, por muitas vezes, o homem encontra-se como que aprisionado em si mesmo, incapaz de amar segundo o plano de Deus. Por isso, faz-se indispensável direcionar nosso olhar para o Filho de Deus, que passou por essa terra vivendo plenamente a liberdade humana, tendo como única finalidade, o amor do Pai.
Jesus, de fato, é o modelo de homem livre, pois tinha plena consciência de onde vinha, quem era e para onde ia – princípios de liberdade interior. É Nele, que cada cristão encontra sua liberdade, direcionando seus gestos e atos para o amor, restaurando a capacidade de nos relacionarmos livremente uns com os outros, tendo como fundamento o amor salvífico de Cristo.
O Apóstolo dos gentios inicia o quinto capitulo da sua carta aos Gálatas afirmando que ‘foi para a liberdade que Cristo nos libertou’ (Gl, 5, 1), tal afirmação revela que cada pessoa não apenas foi criada por Deus com o dom da liberdade infundida em si, mas uma vez que nos tornamos escravos do pecado, o próprio Jesus por sua cruz e ressurreição restabelece em nossa condição humana uma liberdade que ultrapassa prisões externas, libertado e purificando o coração humano para uma decisão firme de amar a Deus e ao próximo.
Assim, a exemplo do homem Nazaré, nosso Senhor e Salvador, possamos pedir ao Espírito Santo que nos conceda um autoconhecimento à luz da Palavra de Deus atingindo uma liberdade interior capaz de romper com os grilhões da escravidão do pecado, atingindo a maturidade de Cristo que escolhe livremente amar tudo e a todos segundo o coração do Pai.

Eloi Júnior
Comunidade Doce Mãe de Deus
"Somos Um"


                                                                                                     

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vocações de agosto? ...


Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi. (Jo 15,16)

O oitavo mês do ano no calendário civil é também dedicado pela Igreja para celebrar as vocações sacerdotal, diaconal, familiar, religiosa, leiga e catequista. É um mês voltado para a reflexão e a oração pelas vocações e os ministérios, como disse São João Paulo II, que todos os batizados “sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade”.

Cada fiel é convidado(a) a viver sua vocação de cristão(ã) batizado(a) em comunhão com a Igreja de Cristo para anunciar o Evangelho do Senhor!

O Mês Vocacional foi instituído na 19ª Assembleia Geral da CNBB, em 1981. A cada domingo de agosto celebra-se, em comunhão com a Igreja: Primeiro domingo: Vocações Sacerdotais, segundo domingo: Vocação Familiar, terceiro domingo: Vocações Religiosas, quarto domingo: Vocações Leigas e quinto domingo: Vocação do(a) Catequista.

A Paróquia de São Sebastião preparou uma programação toda especial para celebrarmos nossa vocação de cristãos(ãs). Participem conosco!

            Por que ... Não! As vocações não são só de agosto, mas de todos os meses, de uma vida toda!

 

Equipe Anunciai
PASCOM-LD

 



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Semana dos avós

Falar nos avós é revigorar a Fé, buscando firmeza no exemplo de Joaquim e Ana, os quais foram abençoados por Deus ao se tornarem pais da Virgem Maria, avós de Jesus.
A partir do século VI a Igreja começou a celebrar esta data, evidenciando a importância dos avós na família. E assim, aconteceu na Paróquia de São Sebastião A Semana dos Avós, do dia 23 a 30 de julho de 2017, com missa de envio dos missionários. Durante a semana houve visitas, onde contamos com a participação da IAM, Pastoral Familiar, ECC, Pastoral da Criança, representantes dos setores, OFS, Terço com as mulheres e Jufra. Durante as visitas, percebemos a alegria, mas também os desafios de ser avós nos dias atuais.
Trabalhamos o tema: Avós Cristãos, reflexo da luz de Cristo! (Eclo 14,20)
Encerramos com: oração e palestra sobre o tema acima citado, cuja palestrante foi a Coordenadora da Pastoral da Criança Edileuza Silva de Lima. Em seguida, houve sorteios de brindes doados por pessoas da comunidade.
Agradecemos a todos que se empenham no anúncio do Reino de Deus. “Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8,28)







domingo, 30 de julho de 2017

UM ARRAIÁ PRA LÁ DE ANIMADO!


Neste sábado (29), a Paróquia de São Sebastião realizou o Arraiá Paroquial. Foi uma noite animada, festiva, com muitas apresentações cultuais das comunidades. Participação das Comunidades de Boa Vista, São José, Pitomba de Gravatá, São Pedro, como também a participação do Grupo de Bem com a Vida, do SCFV do município. Para animar o Arraiá tivemos dois representantes da Comunidade Shalom de João Pessoa junto representantes da CDMD daqui da cidade e ainda uma “palhinha” do Padre André. As Pastorais e movimentos, com suas barracas de comidas típicas também fizeram a festa. E ainda teve bingo. Um momento fraterno onde a nossa comunidade vivencia  as tradições e cultura popular com muita alegria. Agradecemos a todos que participaram e que contribuíram para esta noite bonita e festiva em nossa paróquia. 
Pascom LD








domingo, 23 de julho de 2017

Celebração da entrega do Credo aos catequizandos


Hoje aconteceu a entrega do Credo a um grupo da catequese cujas catequistas são Joyce e Edna Lima. O Evento aconteceu durante a Missa  da noite, na Igreja Matriz, neste domingo (23). O rito faz parte do Novo estilo da catequese adotado em nossa Diocese
"Creio em Deus pai todo poderoso
Criador do céu e da terra
E em Jesus Cristo seu único filho
Nosso Senhor
Que foi concebido
Pelo poder do Espírito Santo..." ABENÇOADA CAMINHADA A TODOS OS CATECÚMENOS E CATEQUIZANDOS.





EJC de Lagoa de Dentro comemora 07 anos


No último domingo dia 16 o EJC comemorou 07 anos do primeiro Encontro de Jovens com Cristo. Ao final da Santa Missa o Padre André proferiu uma benção especial  aos jovens que ali se encontravam.
Ainda em comemoração a esta data especial os jovens participaram de uma Vigília na noite do último sábado, dia 22 de julho, na igreja matriz. O momento de espiritualidade contou não somente com os jovens EJC, mas também contou com a participação de muitos outros jovens, além da presença do EJC da cidade de Duas Estradas. Foi um momento de muito louvor e animação, afirmou Daniel Fernandes, um dos coordenadores do EJC local. O Padre André ministrou a palestra com o tema: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados”. Após a palestra houve o momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Parabéns, EJC. Deus abençoe a vida de cada jovem nesta linda missão.





quinta-feira, 20 de julho de 2017

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DOS AVÓS 2017


TEMA: AVÓS CRISTÃOS, REFLEXO DA LUZ DE CRISTO!                   
                                                                                (ECLO 14,20)

Ø  DIA 23 DE JULHO(DOMINGO):
Abertura Missa às 19h na Igreja Matriz

Ø  DIA 24 DE JULHO (SEGUNDA-FEIRA):

As 8:00h visitas aos setores SÃO FRANCISCO E SANTO ANTÔNIO. Responsáveis: Zefinha, Silvia, Rosinaldo, Céu e Lourdes.
As 14:00h  responsáveis: Betânia, Vera e Olga
As 17h responsáveis: Ana, Vera, Juraci, Ailton e Suênia
*Ponto de encontro: Em frente a Igreja Matriz


Ø  DIA 25 DE JULHO (TERÇA-FEIRA)
07:00h Missa na Matriz
Setores a ser a ser visitados: NOSSO SENHOR DO BOM FIM E BOM PASTOR
Visitas: 08:00h/14:00h/17:00h


Ø  DIA 26 DE JULHO (QUARTA-FEIRA)
07:00h Missa na Matriz
Setores a ser a ser visitados: MENINO JESUS(CAPELA SÃO PEDRO) E NOSSA SENHORA APARECIDA
Visitas: 08:00h/14:00h/17:00h





Ø  DIA 27 DE JULHO (QUINTA-FEIRA)
07:00h Missa na Matriz
Setor a ser a ser visitado: SÃO SEBASTIÃO
Visitas: 08:00h/14:00h/17:00h


Ø  DIA 28 DE JULHO (SEXTA-FEIRA)
07:00h Missa na Matriz
SetorES a ser a ser visitados: SÃO JOSÉ, CRISTO REI E CRISTO RESSUSCITADO.
Visitas: 08:00h/14:00h/17:00h


Ø  DIA 29 DE JULHO (SÁBADO)
19:00H ARRAIÁ PAROQUIAL



Ø  DIA 30 DE JULHO (DOMINGO)
ENCERRAMENTO-PALESTRA
LOCAL: CASA FRANCISCANA
HORA: 14H




EQUIPE RESPONSÁVEL: ECC, OFS, IAM, MÃE RAINHA, PASTORAL DA CRIANÇA E PASTORAL FAMILIAR.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Formação Litúrgica – As Partes da Missa


LITURGIA EUCARÍSTICA
Ritos da Comunhão
Sendo a celebração eucarística a Ceia Pascal, convém que, segundo a ordem do Senhor, o seu Corpo e Sangue sejam recebidos como alimento espiritual pelos fiéis devidamente preparados. Esta é a finalidade da fração do pão e os outros ritos preparatórios, pelos quais os fiéis são imediatamente encaminhados à Comunhão.
A Oração do Senhor
Na Oração do Senhor pede-se o pão de cada dia, que lembra para os cristãos antes de tudo o pão eucarístico, e pede-se a purificação dos pecados, a fim de que as coisas santas sejam verdadeiramente dadas aos santos. O sacerdote profere o convite, todos os fiéis recitam a oração com o sacerdote, e o sacerdote acrescenta sozinho o embolismo, que o povo encerra com a doxologia. Desenvolvendo o último pedido do Pai-nosso, o embolismo suplica que toda a comunidade dos fiéis seja libertada do poder do mal.
O convite, a própria oração, o embolismo e a doxologia com que o povo encerra o rito são cantados ou proferidos em voz alta.
Rito da paz
Segue-se o rito da paz no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis se exprimem a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes de comungar do Sacramento.
Quanto ao próprio sinal de transmissão da paz, seja estabelecido pelas Conferências dos Bispos, de acordo com a índole e os costumes dos povos, o modo de realizá-lo.
Convém, no entanto, que cada qual expresse a paz de maneira sóbria apenas aos que lhe estão mais próximos.
Fração do pão
O sacerdote parte o pão eucarístico, ajudado, se for o caso, pelo diácono ou um concelebrante. O gesto da fração realizado por Cristo na última ceia, que no tempo apostólico deu o nome a toda a ação eucarística, significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1Cor 10, 17). A fração se inicia terminada a transmissão da paz, e é realizada com a devida reverência, contudo, de modo que não se prolongue desnecessariamente nem seja considerada de excessiva importância. Este rito é reservado ao sacerdote e ao diácono.
O sacerdote faz a fração do pão e coloca uma parte da hóstia no cálice, para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus. O grupo dos cantores ou o cantor ordinariamente canta ou, ao menos, diz em voz alta, a súplica Cordeiro de Deus, à qual o povo responde. A invocação acompanha a fração do pão; por isso, pode-se repetir quantas vezes for necessário até o final do rito. A última vez conclui-se com as palavras dai-nos a paz.

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos
 Roma – 2002



terça-feira, 11 de julho de 2017

Comunicação e religiosidade popular

Os momentos de escuta, louvor, fraternidade e aprofundamento das relações entre os fiéis ocorreram de numerosas formas. Uma delas, herança de longo período de evangelização no Brasil, é identificada com “religiosidade popular”, com manifestações comunicativas. O cenário designa uma expressão simples de fé, que ganha vida em manifestações inseridas no cotidiano da cultura do povo, incluindo a devoção aos santos padroeiros e a realização de festejos, as peregrinações aos santuários, bem como, no espaço da paróquia, as novenas e procissões, e, ainda, na comunidade local, as rezas, recitações do terço e os benditos.
Essas manifestações constituem ocasiões propícias de experiências e de anúncio da Boa-Nova. Assim, contribuem para que o católico vivencie essas dimensões de fé e se torne um comunicador ativo e consciente do evangelho, seja no âmbito familiar, na comunidade eclesial, nas atividades associativas, seja no exercício da sua profissão.

Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil. Documentos da CNBB-99
Editora Paulinas. 2014, pp. 57-58.



sexta-feira, 7 de julho de 2017

O Pai Nosso: Uma introdução à fé e à vida


Anselm Grün
Desde o início do cristianismo, o Pai Nosso tem fascinado as pessoas. [...] Nessa oração, encontramos Jesus Cristo e sua alegre mensagem.
[...] Ao rezá-lo, meditamos sobre o mistério da nossa fé. Segundo Gregório de Nissa [...] o Pai Nosso é a “introdução a uma vida de devoção” (cit. n. Luz, 339) e ao mesmo tempo o auxílio a uma vida verdadeira e correta, uma vida que leva o ser humano a sua verdadeira humanidade.
Nós, cristãos, rezamos o Pai Nosso todos os dias. [...] muitos cristãos fortaleceram sua fé por meio dessa oração, e por meio dela cresceram e penetraram no espírito de Jesus Cristo, que nos ensinou a rezar com essas palavras. [...]
A Igreja antiga já aconselhava os cristãos a rezarem a oração do Senhor três vezes ao dia. [...]
Nessa oração, os cristãos compartilham a oração de Jesus, penetram em seu sentimento e vivenciam Deus como um pai que ama seus filhos. [...] A salvação e a redenção, que ocorreram com a morte e a ressurreição de Jesus, são vivenciadas diariamente no Pai Nosso.
[...] Desde a Igreja antiga, apareceram inúmeras interpretações do Pai Nosso. [...] Com o Pai Nosso, ele mesmo (Cristo), quis guiar-nos à essência de nossa fé e nos ensinar a viver a partir dela.
Existem duas versões do Pai Nosso: uma no evangelho de Mateus, e outra no de Lucas. Nós rezamos o Pai Nosso na versão do evangelho de Mateus. [...]
Dizem que Lucas foi quem preservou com mais fidelidade as palavras originais de Jesus, e que Mateus as interpretou com base em sua teologia e formulou-as com mais esmero. Mateus trata do que devemos rezar, e Lucas, sobretudo, de como devemos rezar e a postura interior que devemos adotar ao fazê-lo. [...] Lucas quer nos estimular a rezar com toda confiança, penetrando cada vez mais na comunhão com Jesus Cristo.

Do livro: O Pai-Nosso: guia na fé e na vida. Anselm Grün; [tradução Inês Lohbauer]. Aparecida, SP: Editora Santuário, 2011.

   

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Os Santos mais populares do mês de julho

São Bento de Nórcia

Santa Maria Madalena 
Santa Ana e São Joaquim 
 Dia 3, São Tomé Apostolo - Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. Sua festa é comemorada em 3 de julho. "Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!... Não sejas incrédulo, acredita!"
Dia 11, São Bento de Nórcia, viveu entre 480-547. Fundou a Ordem dos Monges Beneditinos. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

Dia 16, neste dia se comemora a Festa de Nossa Senhora do Carmo, ou do Monte Carmelo. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é, ao mesmo tempo, o privilégio maior e o sinal distintivo da espiritualidade carmelitana.
Dia 22, Santa Maria Madalena -"Apóstola dos Apóstolos". Festejada no dia 22 de julho, tornou-se a padroeira de muitas ordens religiosas. "Foram-lhes perdoados os seus muitos pecados, porque você muito amou". 
Dia 25, São Cristóvão e São Tiago, o maior- é popularmente conhecido como o protetor dos viajantes, assim como dos motoristas e dos condutores. Era guerreiro e foi martirizado, a mando do imperador Décio, no ano 250. 
São Tiago – nasceu doze anos antes de Cristo foi executado durante as festas pascais no ano 42. Tornando-se o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo. 
 
Nossa Senhora do Carmo
Dia 26, Santa Ana e São Joaquim avós de Cristo - Ana e Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos. Rezaram por muito tempo até que Ana engravidou. "Dos frutos conhecereis a planta". Pela santidade de Maria, reconhece-se os princípios de seus pais. Em 1913 a Igreja determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de julho.

Dia 29, Santa Marta Irmã de Lázaro- Na ceia de Betânia, com a presença de Lázaro ressuscitado, Marta serve a mesa e Maria lava os pés de Jesus, gesto que ele imitaria em seu último encontro coletivo com os doze apóstolos. Santa Marta é celebrada como a padroeira dos Anfitriões, dos hospedeiros, dos cozinheiros, dos nutricionistas e dietistas.


São Tomé Apostolo 
São Tiago, o maior
 




segunda-feira, 5 de junho de 2017

Formação Litúrgica – As Partes da Missa



LITURGIA EUCARÍSTICA
Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei; isto é o meu Corpo; este é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
1) Na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
2) Na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
3) Pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.
Preparação dos dons
No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal, o purificatório, o missal e o cálice, a não ser que se prepare na credência.
A seguir, trazem-se as oferendas. É louvável que os fiéis apresentem o pão e o vinho que o sacerdote ou o diácono recebem em lugar adequado para serem levados ao altar. Embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual.
Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a igreja, ou recolhidos no recinto dela; serão, no entanto, colocados em lugar conveniente, fora da mesa eucarística.
O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas (cf. n. 37, b) e se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar. As normas relativas ao modo de cantar são as mesmas que para o canto da entrada (cf. n. 48). O canto pode sempre fazer parte dos ritos das oferendas, mesmo sem a procissão dos dons.
O pão e o vinho são depositados sobre o altar pelo sacerdote, proferindo as fórmulas estabelecidas; o sacerdote pode incensar as oferendas colocadas sobre o altar e, em seguida, a cruz e o próprio altar, para simbolizar que a oferta da Igreja e sua oração sobem, qual incenso, à presença de Deus. Em seguida, também o sacerdote, por causa do ministério sagrado e o povo, em razão da dignidade batismal podem ser incensados pelo diácono ou por outro ministro.
Em seguida, o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar, exprimindo por esse rito o seu desejo de purificação interior.
Oração sobre as oferendas
Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os ritos que as acompanham, conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração eucarística com o convite aos fiéis a rezarem com o sacerdote, e com a oração sobre as oferendas.
Na Missa se diz uma só oração sobre as oferendas, que termina com a conclusão mais breve, isto é: Por Cristo, nosso Senhor; se, no fim, se fizer menção do Filho, a conclusão será: Que vive e reina para sempre.
O povo, unindo-se à oração, a faz sua pela aclamação Amém.

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos
 Roma - 2002



domingo, 21 de maio de 2017

Cultivar e guardar a criação


Cultivar e guardar a criação
                                                (Gn 2.15)

[...] O Criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes. Entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação. Entre tantas iniciativas e ações, me apraz recordar que já em 1979, a Campanha da Fraternidade que teve por tema “Por um mundo mais humano” assumiu o lema: “Preserve o que é de todos”. Assim, já naquele ano a CNBB apresentava à sociedade brasileira sua preocupação com as questões ambientais e com o comportamento humano com relação aos dons da criação.
[...] “não podemos deixar de considerar os efeitos da degradação ambiental, do modelo atual de desenvolvimento e da cultura do descarte sobre a vida das pessoas” (LS, 43). Os biomas do Brasil através da promoção de relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem. Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais.
Os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem nos oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa, portadora de plenitude e misericordiosa. Por isso, é necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres.


Trechos de uma mensagem enviada pelo Papa Francisco por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2017. Disponível em http://br.radiovaticana.va

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Por que maio é o mês de Maria?



Durante vários séculos a Igreja Católica dedicou todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus.
A tradição surgiu na Grécia antiga. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.
Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.
Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”.
A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.
Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou sobretudo durante o século XIX e é praticado até hoje.
As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.
As [comunidades] costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.
Normalmente a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. [...] Esta coroação acontece em uma grande celebração [...] tanto nas igrejas quanto nas casas dos devotos de Nossa Senhora.
Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Podemos e devemos fazer o mesmo em nossos lares com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.
Devemos separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que podemos alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.
Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

Baseado em: http://www.acidigital.com