segunda-feira, 5 de junho de 2017

Formação Litúrgica – As Partes da Missa



LITURGIA EUCARÍSTICA
Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei; isto é o meu Corpo; este é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
1) Na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
2) Na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
3) Pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.
Preparação dos dons
No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal, o purificatório, o missal e o cálice, a não ser que se prepare na credência.
A seguir, trazem-se as oferendas. É louvável que os fiéis apresentem o pão e o vinho que o sacerdote ou o diácono recebem em lugar adequado para serem levados ao altar. Embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual.
Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a igreja, ou recolhidos no recinto dela; serão, no entanto, colocados em lugar conveniente, fora da mesa eucarística.
O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas (cf. n. 37, b) e se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar. As normas relativas ao modo de cantar são as mesmas que para o canto da entrada (cf. n. 48). O canto pode sempre fazer parte dos ritos das oferendas, mesmo sem a procissão dos dons.
O pão e o vinho são depositados sobre o altar pelo sacerdote, proferindo as fórmulas estabelecidas; o sacerdote pode incensar as oferendas colocadas sobre o altar e, em seguida, a cruz e o próprio altar, para simbolizar que a oferta da Igreja e sua oração sobem, qual incenso, à presença de Deus. Em seguida, também o sacerdote, por causa do ministério sagrado e o povo, em razão da dignidade batismal podem ser incensados pelo diácono ou por outro ministro.
Em seguida, o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar, exprimindo por esse rito o seu desejo de purificação interior.
Oração sobre as oferendas
Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os ritos que as acompanham, conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração eucarística com o convite aos fiéis a rezarem com o sacerdote, e com a oração sobre as oferendas.
Na Missa se diz uma só oração sobre as oferendas, que termina com a conclusão mais breve, isto é: Por Cristo, nosso Senhor; se, no fim, se fizer menção do Filho, a conclusão será: Que vive e reina para sempre.
O povo, unindo-se à oração, a faz sua pela aclamação Amém.

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos
 Roma - 2002



domingo, 21 de maio de 2017

Cultivar e guardar a criação


Cultivar e guardar a criação
                                                (Gn 2.15)

[...] O Criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes. Entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação. Entre tantas iniciativas e ações, me apraz recordar que já em 1979, a Campanha da Fraternidade que teve por tema “Por um mundo mais humano” assumiu o lema: “Preserve o que é de todos”. Assim, já naquele ano a CNBB apresentava à sociedade brasileira sua preocupação com as questões ambientais e com o comportamento humano com relação aos dons da criação.
[...] “não podemos deixar de considerar os efeitos da degradação ambiental, do modelo atual de desenvolvimento e da cultura do descarte sobre a vida das pessoas” (LS, 43). Os biomas do Brasil através da promoção de relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem. Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais.
Os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem nos oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa, portadora de plenitude e misericordiosa. Por isso, é necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres.


Trechos de uma mensagem enviada pelo Papa Francisco por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2017. Disponível em http://br.radiovaticana.va

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Por que maio é o mês de Maria?



Durante vários séculos a Igreja Católica dedicou todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus.
A tradição surgiu na Grécia antiga. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.
Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.
Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”.
A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.
Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou sobretudo durante o século XIX e é praticado até hoje.
As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.
As [comunidades] costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.
Normalmente a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. [...] Esta coroação acontece em uma grande celebração [...] tanto nas igrejas quanto nas casas dos devotos de Nossa Senhora.
Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Podemos e devemos fazer o mesmo em nossos lares com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.
Devemos separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que podemos alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.
Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

Baseado em: http://www.acidigital.com

sábado, 13 de maio de 2017

Maria comunicadora e a família


O evangelista Lucas narra a história de Maria, a mãe de Jesus, com uma riqueza de detalhes, nos quais podemos perceber o processo da comunicação de um Deus necessitado da palavra de Maria, para realizar seu projeto de religar, reatar os laços de amor com o ser humano, através da encarnação do seu Filho no seio de Maria. Toda comunicação verdadeira respeita a palavra do outro antes de se realizar plenamente. Se o outro consentir, a palavra se realiza. Pressupõe escuta e acolhimento. Em Maria, a comunicação se faz de verdade.
26E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 28 E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta. 30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, 31 E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, 33 e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim. 34 E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? 35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. 36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril. 37 Porque para Deus nada é impossível. 38 Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. (Lc 1, 26-38)
Os demais acontecimentos, já os conhecemos. Maria corre para a casa de sua prima Isael. No encontro dessas duas mulheres, temos um dos mais fabulosos e profundos eventos comunicativos entre duas pessoas empáticas. Isabel, ao vê-la, exclama: “’Como pode a mãe do meu Senhor vir me visitar?’ . E a criança estremeceu em seu seio” – diz o texto bíblico. Maria, sentindo o significado dessas palavras, proclama, num hino, as bênçãos de Deus sobre si e o seu povo (cf. Lucas 1, 39ss)
Essa narração nos remete a um fato específico: a gravidez. A esposa que conta ao seu esposo que está grávida... Que sentimentos e gestos comunicativos envolvem o casal nesse momento! Sabemos que desde a concepção o novo ser percebe os primeiros gestos comunicativos entre os pais. Maria, plena de Deus, encontra-se com Isabel e nenhuma palavra precisa ser acrescentada. A comunicação é o encontro de Maria com sua interlocutora: Isabel.
Vemos nesse encontro, todo o processo da comunicação sendo vivido com intensidade por essas duas mulheres. Há, em tal passagem bíblica, a contextualização do local onde se desenrola a cena e a apresentação dos emissores/receptores: anjo, Maria e Isabel. O conteúdo da mensagem, o diálogo para compreender e interagir com a mensagem, a resposta e a ação comunicativa (transmissão).


Kurten, Ivonete. Comunicação e família, 2. Ed. São Paulo: Paulinas, 2005

domingo, 7 de maio de 2017

Conversando com a Mãe Jubilar...

             

             Querida Rainha do céu,
             És nossa Mãe e Padroeira.
             Há 300 anos, o teu coração materno voltou-se de forma particular para a situação histórica, cultural e econômica do nosso país. E com um gesto tão simples, falaste ao coração dos brasileiros, dando com fidelidade, o recado de Deus: Ele é Pai de todos nós!
            És a Virgem de negra cor!  És o refúgio dos necessitados! És a embaixadora do meu Senhor! Que evangeliza o nosso povo de forma tão simples, porém com imenso amor.
            És o sinal vindo do céu, que o Pai nos enviou! És a Advogada dos indefesos! Por isso, te veneramos com louvor! Agradecemos tuas mãos postas em prece, intercedendo sempre em nosso favor,
É ano jubilar!  E contigo queremos celebrar!  Contemplando tantos milagres que vem da oração do teu Doce Coração transpassado.
Mas ao mesmo tempo, Amável Mãe, pedimos que o teu Doce olhar se volte para nós os pecadores.
Vê Mãezinha! O teu povo padece fome e sede, do Deus vivo.  Muitos dos teus filhos estão perdidos.  A situação do Brasil hoje grita aos céus. Venha em nosso auxílio, Medianeira das graças! Confiamos em ti!

Mazé Andrade- CDMD


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Formação Litúrgica

Formação Litúrgica – As Partes da Missa
LITURGIA DA PALAVRA

Profissão de fé
O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à palavra de Deus anunciada da sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé através de fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.
O símbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote com o povo aos domingos e solenidades; pode-se também dizer em celebrações especiais de caráter mais solene.
Quando cantado, é entoado pelo sacerdote ou, se for oportuno, pelo cantor ou pelo grupo de cantores; é cantado por todo o povo junto, ou pelo povo alternando com o grupo de cantores.
Se não for cantado, será recitado por todos juntos, ou por dois coros alternando entre si.
Oração universal
Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos. Convém que normalmente se faça esta oração nas Missas com o povo, de tal sorte que se reze pela Santa Igreja, pelos governantes, pelos que sofrem necessidades, por todos os seres humanos e pela salvação do mundo inteiro.
Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.
Cabe ao sacerdote celebrante, de sua cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui. As intenções propostas sejam sóbrias, compostas por sábia liberdade e breves palavras e expressem a oração de toda a comunidade.
As intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo.
O povo, de pé, exprime a sua súplica, seja por uma invocação comum após as intenções proferidas, seja por uma oração em silêncio.



Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos
 Roma - 2002


terça-feira, 18 de abril de 2017

Conhecendo um pouco mais sobre o Tema da CF 2017


Cuidar da criação de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos à luz do Evangelho é o objetivo geral da Campanha da Fraternidade deste ano que traz o tema – Fraternidade: Biomas Brasileiros e defesa da vida e lema – Cultivar e guardar a criação (Gênesis 2,15).
Biomas são conjuntos de ecossistemas com características semelhantes dispostos em uma mesma região e que historicamente foram influenciados pelos mesmos processos de formação.
No Brasil temos 06 biomas: a Mata Atlântica, a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga e o Pampa. Nesses biomas vivem pessoas, povos, resultantes da imensa miscigenação brasileira. Os biomas brasileiros sofrem interferências negativas desde a chegada dos primeiros colonizadores ao Brasil
A Igreja Católica há algum tempo, tem sido voz profética a respeito da questão ecológica. Neste início do terceiro milênio, ter uma população de mais de 200 milhões de brasileiros, sendo mais de 160 milhões vivendo em cidades gera sérias preocupações. O impacto dessa concentração populacional sobre o meio ambiente produz problemas que põem em risco as riquezas dos biomas brasileiros.
À luz da fé, nos interrogaremos nas reflexões desta Campanha da Fraternidade de 2017 sobre o significado dos desafios apresentados pela situação atual dos biomas e dos povos que neles vivem.
“Precisamos dar as mãos para defender nossos biomas”.


Breve resumo do texto base da Campanha da Fraternidade 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Semana Santa


Segundo a tradição da Igreja Católica Romana, a Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, quando Jesus entra em Jerusalém e é recebido com folhas de palmeiras. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei pelos mesmos que o condenaram à morte. A Semana Santa celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo.
Na manhã da quinta-feira, nas catedrais das dioceses, o bispo se reúne com o clero para a Celebração do Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados na administração dos sacramentos do BatismoCrisma e Unção dos Enfermos. Com essa celebração se encerra a Quaresma.
À noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, e a Instituição do Sacerdócio.
A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A Igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares, tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo, com panos de cor roxa.
Na sexta-feira, também conhecida como Sexta-feira da Paixão a Igreja recorda a morte de Jesus. É celebrada a Solene Ação LitúrgicaPaixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão. Presidida por presbítero ou bispo, os paramentos para a celebração são de cor vermelha.
Sábado Santo ou Sábado de Aleluia é o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.
Domingo de Páscoa é o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.
A Igreja pede que viva-se cada momento desse período com afinco e dedicação para como cristãos celebrar a Páscoa com/de Jesus.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Programação de Semana Santa 2017





Dia 11 de abril (terça-feira) - 09:00h - Missa dos Santos Óleos – Guarabira. 

Dia 11 de abril (Terça-feira) às 19:00h – Grande Via Sacra:

I- PAST. DO BATISMO-(Côca Rua do Comércio) 

II- OFS- (D. Maria Lagoa-Rua Alfredo Chaves Lagoa) 

III- APOSTOLOADO (D. Maroquinha- Rua Alfredo Chaves Lagoa) 

IV- PAST. DO DÌZIMO (Jane- Rua José Batista Chaves) V- PAST. DA CRIANÇA (Penha- Rua Antonia Coelho) 

VI- ECC –(Fatinha de Aroldo-Rua Presidente Kenedy) 

VII-LITURGIA-(Lagoa-Rua João Vieira) 

VIII- MINISTROS-(D. Nénem –Rua 7 de setembro) 

IX- TERÇO DOS HOMENS-(Nego Ferreira – Rua 7 de setembro) 

X- MÃE RAINHA-(D. Elvira- Rua 7 de Setembro) 

XI- CDMD- (Salão de Zuleide - Rua 13 de maio) 

XII- COROINHAS-(D. Menininha-Rua Manoel Gonçalves) 

XIII- PAST. DA SOBRIEDADE(Guia- Rua Manoel Gonçalves) 

XIV- PAST. DA SAÚDE(Agência de ônibus- Rua São Sebastião) 

XV – CATEQUESE-Igreja Matriz 

Responsável pela localização das estações: Coroinhas 

Dia 12 de abril (quarta-feira) às 09:00h – MISSA DOS ENFERMOS na Igreja Matriz. Responsável Equipe de Liturgia 

Dia 12 de abril (Quarta-feira) às 18:30h – PROCISSÃO DO ENCONTRO. Saída da imagem de Nossa Senhora das Dores da Capela Santo Antônio, responsáveis pela procissão: Mulheres. Saída da imagem do Senhor dos Passos: Capela São Pedro, responsáveis pela procissão: Homens Logo após CELEBRAÇÃO PENITENCIAL – Igreja Matriz. Responsável: Liturgia. 


CELEBRAÇÕES DO TRÍDUO PASCAL

Dia 13 de abril (quinta-feira) 17:00h – MISSA DA CEIA DO SENHOR – Igreja Matriz. Após Santa Missa ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO até a meia noite. 


GRUPOS RESPONSÁVEIS: 

19:00h – Past. do Dízimo, Past. da Criança, Liturgia, Catequese e Terço com as crianças. 

20:00h – Past. Familiar, Mãe Rainha, Mensageiros da Paz e Past. do Batismo 

21:00h – Apostolado da oração, Ministros Extraordinários da Eucaristia e Pastoral da Saúde. 

22:00h – Terço dos Homens, Pastoral da Sobriedade, ECC e Terço com as Mulheres. 

23:00h –Catequese de Crisma, EJC e CDMD. 

00:00h- PROCISSÃO DO SILÊNCIO com o Santíssimo Sacramento para a Capela Santa Clara ( Casa da Comunidade Doce Mãe de Deus), à Rua São Bernardo ,60.

ESTAÇÕES DA VIA SACRA: (Após a Procissão do Silêncio)

I-CDMD (Capela Santa Clara - CDMD)

II- MINISTROS (CRAS)

III-LITURGIA (Serviço de Convivência - SCVF)

IV-PASTORAL DO DÍZIMO (Lagoa)

V- ECC (Anali –R. São Pedro)

VI- TERÇO DOS HOMENS (D. Maria de Bino - R. São Pedro )

VII- APOSTOLADO DA ORAÇÃO (Bento - R. São Pedro )

VIII- MÃE RAINHA (Zarinha de Carlinhos – R. São Pedro )

IX-CATEQUESE (D. Adelita- R. São Pedro)

X-FRANCISCANOS (Gilvan Rufino-R. São Pedro)

XI- PASTORAL DA SOBRIEDADE- (Ramo Soldado - Bairro Novo)

XII-PASTORAL DA CRIANÇA- (Dão Bombeiro - Bairro Novo)

XIII-PASTORAL DA SAÚDE (Larissa - Bairro Novo)

XIV- PASTORAL FAMILIAR (D. Nice - R. Miguel Pereira)

XIV - IAM E TERÇO DAS CRIANÇAS (Casa Franciscana)

14 de abril (Sexta-feira) 12:00h – OFÍCIO DA AGONIA – Igreja Matriz – Responsável: Equipe de Liturgia

15:00h – CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR – Igreja Matriz e PROCISSÃO DO SENHOR MORTO. Percurso da Procissão: Rua São Sebastião, Travessa São Sebasti ão, Rua Maria Joana, Rua Adiel Martins, Rua São Sebastião e Igreja.

15 de abril SÁBADO SANTO 19:00h – VIGÍLIA PASCAL – Igreja Matriz. Equipe de Liturgia

16 de abril DOMINGO DE PÁSCOA - 17:30h SANTA MISSA - Igreja Matriz

domingo, 26 de março de 2017

Animadores da Paróquia de São Sebastião participam de Retiro Espiritual

            

No último dia 25 de março – Solenidade da anunciação do Senhor - trinta e oito (38) animadores, da Paróquia de São Sebastião - Lagoa de Dentro - PB, vivenciaram um dia espiritual com o exercício da Leitura orante da palavra de Deus.
Os seminaristas Elói, Rafael e Mateus, - consagrados da Comunidade Doce Mãe de Deus - conduziram a colactio, partindo do trecho do Evangelho que retrata as tentações que Jesus sofreu no deserto, passando pela transfiguração do Senhor, e chegando ao cume no poço de Jacó, contemplando o grande diálogo de Jesus com a samaritana.
Ao meio dia, o Padre José André presidiu o Banquete Eucarístico e ressaltou em sua homilia a importância do Sim da Virgem Maria e do sim de cada leigo missionário(a).  
As atividades espirituais foram concluídas no final da tarde com um momento de adoração ao Amado de nossas Almas. Ele que sempre sacia a nossa sede e espera que seus seguidores tenham três características dos apóstolos Pedro João e Tiago: a ousadia de quem ama, a confiança de quem se  sente amado  a consciência  de que a resposta de quem ama tem o preço da doação da vida.

Mazé  Andrade -CDMD










segunda-feira, 20 de março de 2017

Devoção a São José


Março é o mês da devoção a São José, porque a sua festa maior é no dia 19 de março: São José, o esposo da Virgem; o homem justo que teve a honra e a glória de ser escolhido por Deus para ser o pai legal, nutrício, de Seu Filho feito homem. Coube a José dar-lhe o nome de Jesus.
Neste mês a Igreja nos convida a olhar para este modelo de pai amoroso, esposo fiel e casto, trabalhador dedicado; pronto a fazer, sem demora a vontade de Deus. A Igreja lhe presta um culto de “protodulia” (primeira veneração).
Há muitas orações dedicadas a São José, a Ladainha em sua honra, o Terço de São José, etc.. Santa Teresa de Ávila disse que sempre que lhe fazia um pedido a São José, em uma de suas festas (19 de março ou 1 de maio), nunca deixou de ser atendida. Todos os seus Carmelos renovados tiveram o nome de São José.
Fonte: Prof. Felipe Aquino



Formação Litúrgica:Salmo Responsorial


Formação Litúrgica – As Partes da Missa
LITURGIA DA PALAVRA
Salmo Responsorial
À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, oferecendo uma grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da palavra de Deus.
O Salmo responsorial deve responder a cada leitura e normalmente será tomado do lecionário.De preferência, o salmo responsorial será cantado, ao menos no que se refere ao refrão do povo. Assim, o salmista ou cantor do salmo, do ambão ou outro lugar adequado profere os versículos do salmo, enquanto toda a assembleia escuta sentada, geralmente participando pelo refrão, a não ser que o salmo seja proferido de modo contínuo, isto é, sem refrão. Mas, para que o povo possa mais facilmente recitar o refrão salmódico, foram escolhidos alguns textos de refrões e de salmos para os diversos tempos do ano e as várias categorias de Santos, que poderão ser empregados em lugar do texto correspondente à leitura, sempre que o salmo é cantado. Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da palavra de Deus.
Em lugar do salmo proposto no lecionário pode-se cantar também um responsório gradual do Gradual romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual Simples, como se encontram nesses livros.
 Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos
 Roma - 2002



sábado, 18 de março de 2017

Por que o Glória e o Aleluia não são cantados na Quaresma ?


Na Igreja liturgicamente, cada Tempo tem suas especificidades. Sendo um dos “tempos fortes” do ano litúrgico, Quaresma são os quarenta dias que Jesus ficou no deserto. São dias de penitência e oração em preparação a Páscoa em que a Igreja pede aos cristãos a conversão e a crença no Evangelho. Assim, a Liturgia da Igreja nos leva a refletir sobre a nossa conduta como cristãos e nos chama a fazer um exame de consciência para que junto a ressurreição de Cristo, possamos renascer um cristão novo.
Neste Tempo de preparação, dentro de suas especificidades, entre outros gestos, omite-se o canto do “Glória” e do “Aleluia” nas celebrações.
Aleluia significa "Louvai Javé", e é aclamação marcada pela alegria e pela festa. O clima da Quaresma não combina com isso. O Aleluia será uma explosão de alegria na Vigília Pascal.
O Glória in excelsis, que os gregos denominam a grande doxologia, é um cântico de louvor entretecido de aclamações e súplicas, dirigido à Santíssima Trindade.  É omitido na Quaresma, pelos mesmos motivos.
Como todo tempo litúrgico tem cantos próprios, para a Quaresma, normalmente são cantos de inspiração bíblica convidando ao arrependimento, à conversão, à fraternidade.
Uma outra especificidade deste Tempo é cor. A cor litúrgica da Quaresma é o roxo, que convida à conversão, a penitência e à fraternidade.
Este clima a sobriedade deve transparecer também
na ornamentação (flores) e nos instrumentos musicais para acompanhar o canto.
Durante esses quarenta dias a Igreja costuma cobrir imagens. Esse antigo costume serve para alertar os fiéis que é preciso concentrar-se no personagem central da nossa fé e razão de toda caminhada quaresmal: Jesus


sábado, 11 de março de 2017

Campanha da Fraternidade 2017


Tema: Fraternidade: Biomas Brasileiros e defesa da vida
Lema: Cultivar e Guardar a Criação (Gn 2, 15)
Mais uma vez a Campanha da Fraternidade traz uma questão ambiental, baseada nas sagradas escrituras e na crise socioambiental que o mudo, e consequentemente, nosso país está vivendo. Neste ano somos convidados pela CF a uma “conversão ecológica”, pois, como cristãos não podemos nos omitir frente aos problemas que a criação de Deus está sofrendo. Assim a CF tem como objetivo geral “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover  relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho.” (CNBB 2017, p.16).
Nossa cidade está inserida no bioma Mata Atlântica, o qual se estende por 17 estados, que vão do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Originalmente possuía uma densa cobertura vegetal, com uma enorme riqueza de espécies e grandes rios. Porém este bioma também foi um dos mais destruídos, sendo alvo do desmatamento em grande escala, o que acarretou a extinção de espécies, redução dos rios e poluição das águas.
  Diante da problemática que todos os biomas vêm sofrendo, em especial o bioma Mata Atlântica, do qual fazemos parte, e observando a realidade do nosso município, devemos refletir sobre qual futuro queremos dar as próximas gerações e o que podemos fazer para cultivar e guardar a criação.
Assim, não apenas na quaresma mas durante todo o ano, somos convidados por Deus e pela igreja a mudanças diárias e concretas, que passam pelo amor, cultivo, preservação, defesa entre outros, para que esta campanha gere frutos ao nosso redor e no nosso coração.

Iara Medeiros
Consagrada da Comunidade DMD
Formada em Ecologia pela UFPB