segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Vaticano divulga tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2014

O Vaticano divulgou nesta segunda-feira, 30, o tema escolhido pelo Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2014: “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”.

Em comunicado oficial, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais recorda as palavras de Francisco aos membros do Pontifício Conselho no dia 21 de setembro. Na ocasião, o Papa deixou um convite para redescobrir no encontro pessoal e através dos meios de comunicação social a beleza da fé e do encontro com Cristo. 

“Neste contexto, cada um de nós deveria acolher o desafio de ser autêntico, testemunhando os valores nos quais acredita, a sua identidade cristã, a sua experiência cultural, expresso com uma nova linguagem, para se chegar à partilha”, informa a nota. 

Sobre o tema escolhido, o Pontifício Conselho diz que a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2014 quer explorar o potencial da comunicação neste mundo sempre mais conectado e em rede. O objetivo é que as pessoas estejam mais próximas uma das outras e seja construído um mundo mais justo.

O comunicado informa ainda que o Dia Mundial das Comunicações Sociais é o único dia mundial estabelecido pelo Concílio Vaticano II e vem sendo celebrado em muitos países no Domingo que antecede o Pentecostes (em 2014, dia 1º de junho). Já a mensagem vem sendo publicada em 14 de janeiro, Festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.

Fonte: CN com Boletim da Santa Sé

João XXIII e João Paulo II serão canonizados conjuntamente a 27 de abril de 2014, II domingo da Páscoa, domingo da Divina Misericórdia


O Papa Francisco presidiu esta manhã, às 10 horas, no Vaticano, a um Consistório ordinário público no Vaticano com os cardeais presentes em Roma, para aprovar as causas de canonização de João Paulo II e João XXIII, estabelecendo que tal tenha lugar a 27 de abril de 2014. Trata-se do segundo domingo do tempo pascal, Domingo da Divina Misericórdia, celebração instituída por João Paulo II e na véspera da qual ele próprio faleceu, em 2005.

Recordamos que em fins de julho, na viagem de regresso do Brasil o Papa justificou a decisão de juntar no mesmo dia a canonização dos seus dois predecessores: "Fazer a cerimónia de canonização dos dois juntos quer ser uma mensagem para a Igreja: estes dois são bons, eles são bons, são dois bons".O Papa reconheceu oficialmente um segundo milagre de João Paulo II em julho, depois de ter recebido o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, o que vai permitiu avançar com a canonização do beato polaco. No mesmo dia, o Santo Padre aprovou a canonização de João XXIII, falecido há 50 anos, após ter recebido o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, dispensando o reconhecimento de um novo milagre.

João Paulo II foi proclamado beato por Bento XVI a 1 de maio de 2011, na Praça de São Pedro. A Igreja celebra a memória litúrgica de João Paulo II a 22 de outubro, data do início de pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, pouco depois de ter sido eleito Papa.Por sua vez, João XXIII foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, a 3 de setembro de 2000. A sua celebração litúrgica tem lugar a 11 de Outubro, data da abertura do Concílio Vaticano II, por ele convocado.

O último Consistório público ordinário tinha tido lugar a 11 de fevereiro passado, durante o qual Bento XVI apresentou a sua renúncia pontificado.

Fonte: Rádio Vaticano

Assis deve receber 100 mil fiéis durante visita do Papa


A cidade italiana de Assis se prepara para receber os milhares de fiéis que acorreram a ela para um encontro com Papa Francisco. Segundo estimativa da organização, cerca de 100 mil peregrinos deverão visitar a cidade por ocasião da chegada do Santo Padre, no próximo dia 4. 

Aproximadamente doze mil jovens acompanharão a jornada na Praça de Santa Maria dos Anjos; mais de 200 voluntários ajudam na organização e nove telões devem ainda ser montados. 

Mais de mil jornalistas de quatorze países estão credenciados para cobrir a visita. Segundo Frei Enzo Fortunato, diretor da Sala de Imprensa do Convento de Assis, dezenas de equipes televisivas já estão na cidade em busca da melhor posição para suas câmeras. Enquanto isso, os dois telões instalados diante da Basílica Superior e de Santa Maria dos Anjos passam vídeos das oito vezes em que Papa Francisco citou o Santo de Assis. 

Até o dia 2 de outubro, às 17h40, os bispos da região fazem a tradicional Novena com procissão, celebração eucarística e oração pelo Papa, em preparação para a festa do Padroeiro da Itália de quem o Pontífice tomou o nome e os ideais de pobreza, paz e defesa da Criação. 

Por ocasião da visita, a Província dos Frades Menores da Úmbria lançou no site www.porziuncola.org a iniciativa “Uma mensagem para o Papa”, que até o dia 1º, oferece a possibilidade de enviar uma mensagem ao Pontífice. Todas as mensagens serão impressas e entregues diretamente a Francisco, que poderá eventualmente respondê-las.

Durante a visita, o Santo Padre terá encontros com doentes, crianças portadoras de deficiência, pobres assistidos pela Cáritas e religiosos.

Fonte: Canção Nova Notícias

Vaticano: Reforma da Cúria Romana em foco esta semana


Na manhã da próxima terça-feira, 01, o Papa Francisco celebrará a primeira reunião com os oitos cardeais que estudam a reforma da Cúria Romana. O encontro acontece até o dia 8 de outubro. 

A comissão presidida pelo cardeal Oscar André Rodrigez Maradiaga, arcebispo de Tergucigalpa (Honduras) e presidente da Caritas Internacional foram signados pelo Papa a estudar uma principais necessidades da Cúria.
 
Um dos trabalhos destes dias será a revisão da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana promulgada pelo Papa Beato João Paulo II. 
 
A grande mudança na reforma proposta pelos cardeais da comissão foi a aceitação pelo Papa da renúncia do cardeal Tarcisio Bertone da função de secretário de Estado já marcada para o próximo dia 15 de outubro, quando será substituído por o ex-núncio na Venezuela, arcebispo Pietro Parolin (JS)
 
Da redação do Portal Ecclesia.

Celebração em reparação por profanação em Igreja em Buenos Aires


O arcebispo de Buenos Aires, dom Mario Poli, celebrará na próxima quinta-feira, 03, uma missa de reparação pela "profanação" da Igreja de Santo Inácio de Loyola, na capital argentina.
 
O mais antigo templo de Buenos Aires foi invadido na madrugada do dia 25 de setembro por alunos do Colégio Nacional de Buenos Aires após entrarem por túneis antigos que ligam os dois edifícios.

De acordo com a promotoria criminal, delito e contravenção da capital grupo de estudantes universitários irão responder pelo crime de invação de propriedade e por terem causado estragos em mobilias da Igreja, bem como as pinturas escritas no chão que diziam "Hipócritas: nem Deus, nem mestre" e "a única igreja que ilumina é a que queima".

O arcebispado confirmou que reparação se dará não só pela invasão mas por terem os alunos urinado sobre o altar principal e incendiado outro.(JS)

Da redação do Portal Ecclesia.

domingo, 29 de setembro de 2013

Francisco: "Catequista guarda a memória de Deus e a desperta nos outros, sem pensar no prestígio"

Às 10h30, horário de Roma, o Papa Francisco entrou em procissão na Praça São Pedro para presidir, do adro da Basílica vaticana, a missa do Dia dos Catequistas, convocado no âmbito do Ano da Fé. A Praça São Pedro estava completamente lotada. Com o Pontífice, vestido com paramentos verdes, concelebraram a liturgia 600 sacerdotes.

Francisco começou a homilia com uma citação do Profeta Amós: “Ai dos que vivem comodamente em Sião e dos que vivem tranquilos, deitados em leitos de marfim, comem, bebem, cantam, divertem-se e não se preocupam com os problemas dos outros”.

“Estas duras palavras nos advertem para um perigo que todos corremos: o risco da comodidade, da mundanidade na vida e no coração, de ter como centro o nosso bem-estar”, lembrou o Papa. 

Francisco repassou a experiência do rico do Evangelho, que vestia roupas de luxo e cada dia se banqueteava lautamente; o importante para ele era isto. E o pobre que jazia à sua porta e não tinha com que matar a fome não era com ele, não lhe dizia respeito. 

“Se as coisas, o dinheiro, a mundanidade se tornam o centro da vida, apoderam-se de nós, dominam-nos e perdemos a nossa identidade de homens”. 

Ele explicou que “isto acontece quando perdemos a memória de Deus. Se falta a memória de Deus, tudo se nivela pelo ‘eu’, pelo meu bem-estar. A vida, o mundo, os outros perdem consistência, não contam para nada, tudo se reduz a uma única dimensão: o ter. Se perdemos a memória de Deus, também nós mesmos perdemos consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos o nosso rosto, como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada, torna-se ele próprio nulidade – diz outro grande profeta, Jeremias. Somos feitos à imagem e semelhança de Deus, não das coisas, nem dos ídolos”.

Continuando, respondeu à questão: “Quem é o catequista?”. 

“É aquele que guarda e alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-la nos outros. Como a Virgem Maria, não pensa nas honras, no prestígio, nas riquezas, não se fecha em si mesmo. O catequista é precisamente um cristão que põe a memória ao serviço do anúncio; não para se exibir, nem para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade”.

Em seguida, Francisco mencionou a segunda leitura, em que São Paulo dá algumas indicações a Timóteo que podem caracterizar também o caminho do catequista: procurar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão:

"O catequista é pessoa da memória de Deus quando tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe Nele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas e os insucessos com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia”, concluiu o Pontífice.

Antes de encerrar a celebração, Francisco cumprimentou todos e agradeceu a participação dos catequistas provenientes de todas as partes do mundo. 

Dentre várias saudações, um pensamento especial foi dirigido a Sua Beatitude Youhanna X, Patriarca greco-ortodoxo de Antioqua e de todo o Oriente. Durante a celebração, o Papa trocou um abraço com o Patriarca, no momento do ‘gesto de paz’. Youhanna é irmão de um dos bispos ortodoxos sequestrados na Síria há cinco meses. 

“Sua presença é um convite para rezarmos mais uma vez pela paz na Síria e no Oriente Médio”, disse às quase cem mil pessoas presentes na Praça.

Com elas, o Papa rezou a oração do Angelus e concedeu a todos a sua benção apostólica. 
(CM)

Fonte: Rádio Vaticano

Quem espera mudanças radicais em questão moral com o Papa acabará frustrado, diz arcebispo


O arcebispo de Sevilha (Espanha), dom Juan José Asenjo, mostrou-se convencido de que a Igreja não sofrerá um "giro copernicano" com o trabalho de Francisco, assegurando que "quem espera decisões radicais em matéria de dogma ou moral se sentirá frustrado".

"É necessário ser moderados e prudentes, porque pode acontecer que os que agora entoam os 'hosanas' do domingo de ramos daqui a uns meses gritem crucifiquem-no e vamos pelo caminho da sexta-feira santa", ressalta.

Em uma entrevista concedida a Onda Zero, Asenjo assegurou que não se trata de uma "questão de imagem, mas sim de fundo", de "ressuscitar a Igreja diante do mundo, muito mais simples e próxima ao povo e aos pobres, imitadora de Jesus Cristo que veio ao mundo para servir".

"Algumas coisas do ouropel vão mudar", acrescenta, depois de criticar as "elucubrações da imprensa com determinada ideologia", assinala que as pessoas estão gostando das manifestações do Papa e que na Espanha estão "expectantes", acrescentando que não se conseguirá nunca fazer com que um bispo se distancie do pensamento do Papa porque eles estão educados na obediência e sabem o que significa o sucessor de Pedro.

Sobre as declarações de Francisco sobre o matrimônio, o aborto e os anticoncepcionais, entre outros, dom Asenjo interpreta que as palavras do Santo Padre se referiam à necessidade de pregar o Evangelho "íntegro", enquanto que "quem só insiste nestes aspectos abandona outras partes nucleares do Evangelho".

"O Papa pede pregá-lo de forma íntegra sem centrar nesses temas, que também são importantes como o respeito à vida", insiste, assinalando que o aborto é uma "monstruosidade desde qualquer perspectiva e não cabe esperar uma mudança de linha por parte da Igreja a respeito".

Também, assegura que não acontecerão mudanças de linha quanto aos homossexuais, alegando que são "homens e mulheres que merecem todo o respeito, mas desde a moral cristã não se pode justificar a prática homossexual".

Sem partidos

Sobre a inclinação política de esquerda ou de direita dos membros da Igreja, dom Asenjo opina que um bispo ou um sacerdote deve ser "de todos, somos de Jesus Cristo". Assim, não é partidário nem de direita nem de esquerda.

"As palavras do Papa foram tiradas de contexto, já que eram relativas ao golpe de estado da Argentina, dizendo que não estava com o golpe", esclarece.

Além disso, manifestou que não vê "em um futuro imediato" mulheres cardeais e pede aos sacerdotes que "saiam às encruzilhadas dos caminhos, que se molhem com o mar e se sujem com o barro, sem ficar somente nas sacristias e no púlpito".

Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

CNBB divulga cartaz e subsídios da Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”

Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014 já estão disponíveis nas Edições CNBB. São diversos materiais como o manual, texto base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, cartaz, entre outros. Com o objetivo de trabalhar os conteúdos da campanha nas escolas, foram produzidos também subsídios de formação voltados aos jovens do ensino fundamental e médio, além de encontros catequéticos para crianças e adolescentes.
O cartaz da CF 2014, que se encontra disponível para download, traz o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Os demais produtos podem ser adquiridos no site: www.edicoescnbb.org.br ou pelo telefone: (61) 2193.3001.
Baixe aqui o Cartaz da CF 2014.
Entenda o significado do cartaz:
1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).
Fonte: CNBB

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Arquidiocese do RJ realiza ação social na Comunidade de Varginha


Uma ação social em prol da Comunidade da Varginha (RJ), proposta na visita do Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 (foto), terá início no dia 27 de setembro.

Em reunião realizada com representantes da comunidade, o Serviço Social da Arquidiocese do Rio, a Pastoral do Menor e o Banco da Providência, ficou definido que a ação social será realizada em duas etapas.

A primeira acontecerá com a realização do curso de Lideranças Comunitárias da Arquidiocese do Rio, que se iniciará na sexta-feira, dia 27 de setembro, às 9h, na Capela da Varginha. O término está previsto para o dia 30 de novembro.

O curso terá dez encontros. Neles serão discutidos eixos importantes para o desenvolvimento do trabalho social: a identidade, a família e as suas configurações, mapeamento dos serviços oferecidos na comunidade, participação nos espaços de políticas públicas e trabalho em rede. Ao final do curso, as lideranças deverão elaborar um plano de ação para colocar em prática, com o monitoramento continuo da equipe de assistentes sociais.

A segunda etapa está prevista para 2014
 
Fonte: Canção Nova Notícias

"A Lista de Bergoglio", livro que traz os relatos de pessoas salvas pelo sacerdote durante a ditadura militar argentina

“A lista de Bergoglio. Os salvos por Francisco durante a ditadura. A história nunca contada” é o título do livro escrito pelo jornalista italiano Nello Savo, do jornal ‘Avvenire’, que traz o testemunho de dezenas de perseguidos políticos pela ditadura Argentina salvos pelo Padre Jorge Mario Bergoglio. O livro – com prefácio escrito pelo Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel e com 192 páginas - será lançado em quatro de outubro pela Editora Emi.

O testemunho dos sobreviventes à perseguição da Junta Militar protegidos pelo então Provincial dos Jesuítas - junto aos documentos inéditos como a transcrição do interrogatório em 2010 do Arcebispo Bergoglio aos magistrados que investigavam violações dos direitos humanos durante a ditadura -, revelam a existência de uma verdadeira rede clandestina construída pelo futuro Pontífice para salvar os perseguidos, o que incluía também indicações e conselhos em como despistar a polícia e a censura e para organizar fugas ao exterior.

Entre os testemunhos recolhidos pelo jornalista, está o do jesuíta Juan Carlos Scannone, hoje com 81 anos, considerado o maior teólogo argentino. Segundo ele, nunca se falou sobre o trabalho de Bergoglio em favor dos perseguidos, para não parecer que estivessem “tentando manipular os fatos dos anos da ditadura”. Porém, “arriscando uma estimativa mais conservadora, se poderia dizer que o Padre Jorge tenha colocado em locais seguros mais de 100 pessoas”. Entre estes, dissidentes, sindicalistas, sacerdotes, estudantes, intelectuais, crentes ou não.

O livro destaca a história do sindicalista Gonzalo Mosca, escondido no Colégio Máximo como “estudante em retiro espiritual”, posteriormente sendo expatriado ao Brasil. “Padre Jorge não somente me acompanhou ao Aeroporto, mas foi até a porta do avião”, contou Gonzalo. Ou ainda, Alicia Oliveira, ativista civil e dissidente, à quem Padre Bergoglio possibilitou que encontrasse seus filhos enquanto estava escondida dentro do Colégio Máximo.

O livro traz também uma carta inédita escrita por Bergoglio à família do Padre Franz Jalics, um dos dois jesuítas sequetrados e torturados na ESMA, o conhecido centro de detenções do regime. “Tomei diversas iniciativas para conseguir a libertação de seu irmão, até agora não tivemos sucesso, mas não perdi a esperança de que ele será libertado brevemente. Decidi que a questão é minha missão”, lê-se numa carta escrita em 15 de outubro de 1976. E ainda “As dificuldades que seu irmão e eu tivemos entre nós sobre a vida religiosa não tem nada a ver com a situação atual”. Jalics “é para mim um irmão”, escreveu Bergoglio na carta.

O livro reconstrói ainda, pela primeira vez, o encontro de Bergoglio com o Almirante Emilio Eduardo Massera, quando pediu a libertação imediata dos dois jesuítas detidos.

No trágico contexto após o golpe de 24 de março de 1976 - 30 mil desaparecidos, 15 mil fuzilados, 500 recém nascidos tirados de suas mãos condenadas à morte pelo regime militar e mais de 2 milhões de exilados -, são numerosas as histórias contadas por Scavo, como a dos três seminaristas do Bispo mártir Enrique Angelelli, que Bergoglio escondeu no Colégio porque eram procurados pelo regime militar. Este episódio inclui o relato do futuro Papa Francisco, que com destemor e correndo riscos, frustrou uma busca de uma patrulha que estava no encalço dos seminaristas.

Fonte: Rádio Vaticano

Francisco exorta a rezar incessantemente pela paz na Síria, Líbano e Oriente Médio


A vergonha diante de Deus, a oração para implorar a misericórdia divina e a plena confiança no Senhor. Esses foram os pontos nodais da reflexão proposta pelo Santo Padre na missa que celebrou na manhã desta quarta-feira na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, concelebrada pelo prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, e pelo patriarca de Antioquia dos Maronitas, Cardeal Béchara Boutros Raí, junto a um grupo de bispos maronitas provenientes do Líbano, da Síria, da Terra Santa e de vários outros países de todos os continentes.

Ao comentar as leituras da liturgia do dia, o Papa Francisco disse que, em particular, o trecho do livro de Esdras (9,5-9) lhe fez pensar nos bispos maronitas e, como faz habitualmente, resumiu o seu pensamento em três conceitos.

Em primeiro lugar, a atitude de vergonha e confusão de Esdras diante de Deus, a ponto de não poder elevar os olhos para Ele. Vergonha e confusão de todos nós pelos pecados cometidos, que nos levaram à escravidão, porque servimos a ídolos que não são Deus.

A oração foi o segundo conceito. Seguindo o exemplo de Esdras, que de joelhos eleva as mãos para Deus implorando misericórdia, assim devemos fazer também nós pelos nossos inúmeros pecados.

Uma oração que, disse o Papa, é preciso elevar também pela paz no Líbano e na Síria e em todo o Oriente Médio. A oração é, sempre e em todo caso, o caminho que devemos percorrer para enfrentar os momentos difíceis, como as provações mais dramáticas e a escuridão que por vezes nos rodeia em situações imprevisíveis. Para encontrar o caminho de saída de tudo isso, ressaltou o Pontífice, é preciso rezar incessantemente.

Por fim, a confiança em Deus que jamais nos abandona. Esse foi o terceiro conceito proposto por Francisco. Estamos certos, disse, que o Senhor está conosco e, portanto, o nosso caminhar deve fazer-se perseverante graça à esperança que infunde fortaleza. A palavra dos pastores tornar-se-á asseguradora para os fiéis: o Senhor jamais nos abandona.

Após a comunhão, o Cardeal Béchara Raí dirigiu ao Santo Padre um agradecimento e uma saudação cordiais em nome dos bispos participantes, de todos os maronitas e de todo o Líbano, confirmando a fidelidade de todos eles a Pedro e ao sucessor deste "que nos sustém em nosso caminho muitas vezes espinhoso".

Em particular, agradeceu ao Papa pelo forte impulso que deu à busca da paz: "a sua oração e exortação pela paz na Síria e no Oriente Médio semeou esperança e conforto"

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Audiência Geral: "O mundo precisa de unidade e reconciliação. O cristão morda sua língua antes de difamar"


Mais de 80 mil fiéis lotaram a Praça S. Pedro na manhã desta quarta-feira para a Audiência Geral com o Papa Francisco.

Em sua catequese neste Ano da Fé, o Pontífice falou da Igreja “una”, como confessamos no Credo. Se olharmos para a Igreja Católica no mundo, disse o Santo Padre, descobrimos que ela compreende quase 3.000 dioceses espalhadas em todos os continentes. Mesmo assim, milhares de comunidades católicas formam uma unidade – unidade na fé, na esperança, na caridade, nos Sacramentos e no Ministério. 

“Onde quer que estejamos, mesmo na menor paróquia no ângulo mais remoto desta Terra, há uma única Igreja; nós estamos em casa, somos uma família, estamos entre irmãos e irmãs. E este é um grande dom de Deus! A Igreja é uma só para todos. Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os americanos, uma para os asiáticos, uma para quem vive na Oceania, mas é a mesma em todos os lugares.” 

Como exemplo dessa unidade, o Papa então citou a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro: “Naquela multidão sem fim de jovens na praia de Copacabana, ouviam-se falar tantas línguas, se viam tantos rostos com traços diferentes, e mesmo assim havia uma profunda unidade, se formava uma única Igreja”. 

Devemos nos perguntar, disse ainda Francisco, se sentimos e vivemos esta unidade ou “privatizamos” a Igreja para nosso grupo, nossa nação e nossos amigos. “Quando ouço falar de cristãos que sofrem no mundo, fico indiferente ou sinto-o como se sofresse um da minha família? É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!”

Às vezes, constatou o Pontífice, surgem incompreensões, conflitos, tensões, divisões que ferem a Igreja. “Somos nós a criar dilacerações! E se olharmos para as divisões que ainda existem entre cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes....sentimos a fadiga de tornar plenamente visível esta unidade. É preciso buscar, construir a comunhão, educar-nos à comunhão, a superar incompreensões e divisões, começando pela família, pelas realidades eclesiais, no diálogo ecumênico. O nosso mundo necessita de unidade, de reconciliação, de comunhão e a Igreja é Casa de comunhão. Antes de fazer intrigas, um cristão deve morder a própria língua.”

A unidade da Igreja, porém, não é primariamente fruto do nosso esforço por vivermos de acordo e unidos; o motor desta unidade é o Espírito Santo, que faz a harmonia na diversidade. 
 
“Por isso é importante rezar”, concluiu Francisco: “Peçamos ao Senhor que nos faça cada vez mais unidos e jamais nos deixe ser instrumentos de divisão. Como diz uma bela oração franciscana, que levemos amor onde há ódio, o perdão onde há ofensa, união onde há discórdia”.

Fonte: Rádio Vaticano

Papa Francisco nomeia novo bispo de Lorena (SP) e auxiliar para Salvador (BA)

Na manhã desta quarta-feira, 25 de setembro, a Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou que o papa Francisco acolheu o pedido de renúncia de dom Benedito Beni dos Santos, bispo de Lorena (SP). Foi nomeado o frei João Inácio Müller (foto, à esquerda), atualmente ministro provincial dos Frades Menores Franciscanos em Porto Alegre (RS). 

O Santo Padre também realizou nesta data a transferência de dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida (foto, à direita), até agora bispo de Estância (SE), como novo auxiliar da arquidiocese de São Salvador (BA). Na ocasião, foi nomeado dom Giovanni Crippa, que também é bispo auxiliar de Salvador, como administrador apostólico da vacante diocese de Estância. 

Novo bispo 

Frei João Inácio Müller nasceu em Lajeado (RS) e tem 53 anos. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1973, professando os votos religiosos em 1981. Recebeu a ordenação presbiteral em 1988, e trabalhou como animador vocacional e na formação dos novos frades. Foi mestre de noviços por sete anos e definidor provincial por nove anos. 

Atualmente, exerce as seguintes funções: desde 2007, é o ministro provincial dos franciscanos no Rio Grande do Sul; desde 2009, é o presidente da Conferência dos Frades Menores do Brasil; e, desde 2010, preside também a União das Conferências Latino-americanas e do Caribe. O novo bispo possui ainda mestrado em Teologia, com especialização em Espiritualidade Franciscana, pelo Pontifício Ateneo Antonianum.

Fonte: CNBB

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Dom Lucena recebe votos de aplausos da Câmara Municipal de Guarabira

O Bispo Diocesano recebeu os Votos de Aplausos da Câmara Municipal de Guarabira transmitidos pelo Vereador Lucas Alexandre Freire Porpino – Presidente, tendo como propositor o Vereador Severino da Costa Silva, pelo êxito e organização do Encontrão Diocesano das Famílias, ocorrido em Guarabira, no dia 28 de agosto de 2013. A todos os que formam a augusta “Casa Osório de Aquino” nosso Voto de Louvor e gratidão. Que as famílias cultivem as práticas de fé e acompanhem o amadurecimento da fé dos filhos. A família que reza unida permanece unida.

Fonte: PASCOM - Diocese de Guarabira

CNBB divulga subsídio para Dia Nacional da Juventude 2013

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibiliza os subsídios para o Dia Nacional da Juventude, celebrado por jovens de todo o Brasil, dia 25 de outubro. Com o tema Jovem: levante-se, seja fermento!, o DNJ 2013 quer propor um caminho missionário para a juventude católica do Brasil. Grupos de jovens e pastorais da juventude organizam diversas atividades para celebrar a data. Para contribuir nesses momentos de celebração a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB lançou o subsídio de preparação. Além de roteiro para três encontros, o livro traz o histórico do DNJ e uma proposta de celebração missionária. O DNJ nasceu em 1985, tendo como tema “DNJ: construindo uma nova sociedade”. A Diocese de Guarabira antecipará a celebração do DNJ 2013 para o dia 13 de outubro de 2013, no Santuário de N. Sra. da Fátima, na Pedra da Boca juntamente com o 3º JDJ – Jornada Diocesana da Juventude.

Fonte: CNBB

Papa Francisco: "os migrantes e refugiados não são peões no tabuleiro de xadrez da humanidade"


Foi apresentada nesta terça-feira,24, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (que se celebrará no dia 19 de janeiro de 2014), sobre o tema: “Migrantes e Refugiados: rumo a um mundo melhor”. O texto foi apresentado pelo Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes, cardeal Antonio Maria Vegliò, pelo Secretário do mesmo dicastério, dom Joseph Kalathiparambil, e subsecretário, padre. Gabriele Bentoglio, C.S. 

O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado foi instituído pelo Papa Pio X em 1914, e no próximo ano celebra a sua 100ª edição
.
O Papa inicia a sua mensagem com uma constatação que “as nossas sociedades estão enfrentando, como nunca antes na história, processos de interdependência mútua e interação em um nível global, que, mesmo incluindo elementos problemáticos ou negativos, se destinam a melhorar as condições de vida da família humana, não só nos aspectos econômicos, mas também nos aspectos políticos e culturais”. Em seguida afirma que cada pessoa pertence à humanidade e partilha a esperança de um futuro melhor com toda a família dos povos. E é a partir dessa constatação que o Santo Padre escolheu como tema para o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados deste ano: “Os migrantes e refugiados: rumo a um mundo melhor”.

Falando dos resultados das mudanças modernas, o Papa Francisco destaca o fenômeno crescente da mobilidade humana que emerge como um “sinal dos tempos”, como o definiu o Papa Bento XVI na sua Mensagem de para o Dia Mundial do migrante e do refugiado de 2006. Se por um lado, as migrações muitas vezes denunciam fragilidades e lacunas nos Estados e na Comunidade internacional, por outro, revelam a aspiração da humanidade de viver a unidade, no respeito às diferenças; de viver o acolhimento e a hospitalidade, que permitem a partilha equitativa dos bens da terra; de viver a proteção e a promoção da dignidade humana e da centralidade de cada ser humano.

Falando em seguida do ponto de vista cristão o Santo Padre observa a tensão entre a beleza da criação, marcada pela Graça e pela Redenção, e o mistério do pecado. A solidariedade e o acolhimento, os gestos fraternos e de compreensão, veem-se contrapostos à rejeição, discriminação, aos tráficos de exploração, de dor e de morte. 

Um motivo de preocupação são, principalmente, as situações em que a migração não só é forçada, mas também realizada através de várias modalidades de tráfico humano e de escravidão. O “trabalho escravo” é hoje uma moeda corrente! 

E o Papa Francisco se pergunta: o que significa a criação de um “mundo melhor”? “Esta expressão – acrescenta - não se refere ingenuamente a conceitos abstratos ou a realidades inatingíveis, mas se dirige à busca de um desenvolvimento autêntico e integral, para poder agir de tal modo que haja condições de vida digna para todos, para que se encontrem respostas justas às necessidades dos indivíduos e das famílias, para que seja respeitada, preservada e cultivada a criação que Deus nos deu. 

O nosso coração quer um “mais”, - continua a mensagem - que não seja simplesmente conhecer mais ou ter mais, mas que seja essencialmente um ser mais. Não se pode reduzir o desenvolvimento a um mero crescimento econômico, alcançado, muitas vezes, sem tem em conta os mais fracos e indefesos. O mundo só pode melhorar se a atenção é dirigida, em primeiro lugar, à pessoa; se a promoção da pessoa é integral, em todas as suas dimensões, inclusive a espiritual; se não se deixa ninguém de lado, incluindo os pobres, os doentes, os encarcerados, os necessitados, os estrangeiros (cf. Mt 25, 31-46); caso se passe de uma cultura do descartável para uma cultura do encontro e do acolhimento.

O Papa Francisco chama a atenção ainda para o fato que os migrantes e refugiados não são peões no tabuleiro de xadrez da humanidade. Trata-se de crianças, mulheres e homens que deixam ou são forçados a abandonar suas casas por vários motivos, que compartilham o mesmo desejo legítimo de conhecer, de ter, mas, acima de tudo, de ser mais. 

No caminho, ao lado dos migrantes e refugiados, - acrescenta o Santo Padre -, a Igreja se esforça para compreender as causas que estão na origem das migrações, mas também se esforça no trabalho para superar os efeitos negativos e aumentar os impactos positivos nas comunidades de origem, de trânsito e de destino dos fluxos migratórios. 

Violência, exploração, discriminação, marginalização, abordagens restritivas às liberdades fundamentais, tanto para o indivíduo quanto para grupos, são alguns dos principais elementos da pobreza que devem ser superados. Muitas vezes, são justamente esses aspectos que caracterizam os movimentos migratórios, ligando migração e pobreza. 

Fugindo de situações de miséria ou de perseguição em vista de melhores perspectivas ou para salvar a sua vida, - continua a mensagem do Papa Francisco - milhões de pessoas embarcam no caminho da migração e, enquanto esperam encontrar a satisfação das expectativas, muitas vezes o que encontram é suspeita, fechamento e exclusão; quando não são golpeados por outros infortúnios, muitas vezes, mais graves e que ferem a sua dignidade humana.

A realidade das migrações, com as dimensões que assume na nossa época de globalização, precisa ser tratada e gerida de uma maneira nova, justa e eficaz, o que exige, acima de tudo, uma cooperação internacional e um espírito de profunda solidariedade e compaixão. 

O Santo Padre afirma que uma boa sinergia pode ser um incentivo para os governantes enfrentarem os desequilíbrios socioeconômicos e uma globalização sem regras, que se encontram entre as causas das migrações em que as pessoas são mais vítimas do que protagonistas. 

É também importante ressaltar como essa colaboração já começa com o esforço que cada país deveria fazer para criar melhores condições econômicas e sociais no seu próprio território, para que a emigração não seja a única opção para aqueles que buscam a paz, a justiça, a segurança e o pleno respeito da dignidade humana. 

Finalmente, olhando para a realidade dos migrantes e refugiados, há um terceiro elemento que o Papa Francisco destaca neste caminho de construção de um mundo melhor: a superação de preconceitos e de pré-compreensões, ao considerar a migração. De fato, não é raro que a chegada de migrantes, prófugos, requerentes de asilo e refugiados desperte desconfiança e hostilidade nas populações locais. Surge o medo que se produzam perturbações na segurança social, que se corra o risco de perder a identidade e a cultura, que se alimente a concorrência no mercado de trabalho ou, ainda, que se introduzam novos fatores de criminalidade. Os meios de comunicação social, neste campo, têm um papel de grande responsabilidade: cabe a eles, de fato, desmascarar estereótipos e fornecer informações corretas. 

O Papa cita ainda a Sagrada Família de Nazaré que teve que viver a experiência de rejeição no início do seu caminho. E conclui: “Queridos migrantes e refugiados! Não percais a esperança de que também a vós está reservado um futuro mais seguro; Que possais encontrar em vossos caminhos uma mão estendida; que vos seja permitido experimentar a solidariedade fraterna e o calor da amizade!”
 
Fonte: News.va

Devotos aguardam com expectativa aprovação e posicionamento oficial do Vaticano sobre Medjugorje


Na última segunda-feira, 23, foi divulgado por sites de devotos e de promoção das Aparições de Nossa Senhora em Medjugorje que o Papa Francisco receberá em audiência privada representantes da paróquia local no dia 10 de outubro.

O pároco frei Marinko Šakota, juntamente com outros sacerdotes da vila, viajarão para Roma a fim de apresentar a Francisco a atual realidade de Medjugorje, os relatos, testemunhos e avaliar o estado do processo de reconhecimento da Santa Sé das Aparições.

Os representantes veem como promissor o reconhecimento da paróquia como um santuário, status que dará um aval positivo de Roma frente aos posicionamentos contrários e descrentes da Arquidiocese e de algum modo com a canonização próxima do Bem-Aventurado Papa João Paulo II que simpatizava com a devoção mariana surgida na região.

As aparições públicas de Nossa Senhora aos videntes acontece mensalmente e nos últimos meses estão se realizam também em outras localidades já que a aparição está ligada a vidente. Aparição de Nossa Senhora para a vidente de Medjugorje Vicka Ivankovic, no dia 25 de agosto, em um auditório na cidade de Belém, na Palestina, reuniu cerca de 10.000 pessoas.

Nesta terça-feira, 24, está prevista uma aparição pública a vidente Marija Pavlovicna Catedral de Santo Estevão, em Viena, Austria, a convite cardeal arcebispo Christoph Schonborn. O momento poderá ser acompanhado pela internet através do site www.marytv.tv. (JS)

Da redação do Portal Ecclesia.

“O sacramento não é um rito mágico, mas um encontro com Jesus Cristo” Papa Francisco

Jesus Cristo sempre nos espera, esta é a humildade de Deus - o Papa Francisco retirou a sugestão para a sua meditação na missa desta manhã do Salmo que nos diz: ” Iremos com alegria para a Casa do Senhor”. Mesmo com histórias e momentos marcados pelo pecado o Senhor sempre por nós espera de braços abertos:

“E seja nos momentos maus, seja nos momentos bons, uma coisa sempre é igual: o Senhor está lá, nunca abandona o Seu povo! Porque o Senhor, no dia do pecado, no primeiro pecado, tomou uma decisão, fez uma escolha: fazer História com o Seu Povo. E Deus, que não tem História porque é eterno, quis fazer História, caminhar junto do Seu Povo. Mas mais ainda: fazer-se um de nós, caminhar connosco em Jesus. E isto diz-nos o que é a humildade de Deus”.

A grandeza de Deus é precisamente a humildade. Mesmo quando o seu povo o esquecia e regressava à idolatria, Deus ficava à sua espera. E Jesus veio para caminhar com o seu povo mesmo com os soberbos. E fez tanto para ajudar os corações soberbos dos fariseus:

“Humildade. Deus sempre nos espera. Deus está connosco, Deus caminha connosco, é humilde: espera sempre por nós. Jesus sempre nos espera. Esta é a humildade de Deus. E a Igreja canta com alegria esta humildade de Deus que nos acompanha, como o fizemos no salmo. ‘Iremos com alegria para a casa do Senhor’: vamos com alegria porque Ele nos acompanha, Ele está connosco. É o Senhor Jesus, mesmo na nossa vida pessoal acompanha-nos: com os Sacramentos. O Sacramento não é um rito mágico: é um encontro com Jesus, nós encontramos o Senhor e Ele está junto a nós e nos acompanha.”

“E se o Senhor entrou na nossa história, peçamos-Lhe a graça de que seja Ele a escrever a nossa história.”
 
Fonte: News.va